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segunda-feira, 23 de agosto de 2021

APÊNDICE VIII - Ponte Rio-Niterói

1. A construção da Ponte Presidente Costa e Silva, mais conhecida como Ponte Rio-Niterói, teve seu projeto aprovado pelo governo federal em 1968 e início das obras em janeiro do ano seguinte.

2. As bases dos pilares foram concretados no fundo da baía com inovação tecnológica para a época. Um dos seus maiores desafios.

2a. 1970. A "ponta do Caju".

3. Aqui vemos um trecho da ponte em terra firme. Um total de 10 mil trabalhadores foram empregados na construção da obra propriamente dita e as vias de acesso tanto no Rio quanto em Niterói. Há registros de que pelo menos 30 pessoas morreram em acidentes durante a construção.

4. A maior ponte do Brasil e uma das maiores do mundo possui uma extensão de 13,29 km, sendo 9 deles sobre a água e um vão central de 72 metros de altura por 300 metros de largura sob o qual cruzam grandes embarcações.

5. A ponte liga o bairro do Caju, no Rio de Janeiro, à Av. do Contorno, em Niterói. Antes de sua inauguração o trajeto era feito por balsas de veículos pela Baia de Guanabara ou então por via terrestre, passando pelo município de Magé, num percurso de 120 Km.

 

6. Vista da "grande reta". O fluxo de trânsito atualmente é superior a 150 mil veículos por dia nos dois sentidos.

7. 1974. O Ministro dos Transporte, Mário Andreazza, visto no pé da imagem, visita as obras.

 

8. Colocação do último trecho das pistas sobre o vão central. Estruturas pré fabricadas em módulos na Inglaterra.

 
9. Simbolicamente as duas cidades estavam enfim unidas.

 
10. Uma comitiva de veículos prepara-se para atravessar a ponte após a cerimônia de inauguração.

 
10a. Evento histórico.

 
11. A obra deveria ter ficado pronta em apenas dois anos, entretanto devido aos atrasos, a gigantesca estrutura só terminou cinco anos depois.
 
12. Momento solene da inauguração em 04/03/1974. Da esquerda para a direita: Governador do então Estado da Guanabara Chagas Freitas (1914-1983), Presidente do Brasil Emílio Garrastazu Médici (1905-1985) e Ministros dos Transportes Mário Andreazza (1918-1988). A ponte completou 50 anos em 2024.
 
13. Mapa da ponte ligando os dois municípios vizinhos. As linhas tracejadas representam o fluxo de tráfego marítimo sob a ponte e das barcas de passageiros entre Rio e Niterói. O lado esquerdo, referente ao Rio de Janeiro, está desatualizado, pois ainda figura o Viaduto da Perimetral, demolido em 2014, cortando parte da orla do centro da cidade.

13a. Outro mapa extraído do Google Maps com indicações.
 
13b. Anos 70. Bela imagem da ponte emoldurada pelo Morro do Pão de Açúcar e parte do centro da cidade. A ilha vista após o navio cargueiro é a Ilha das Enxadas. Ela está assinalada à esquerda da foto anterior.

  

14. Toda a beleza da enorme estrutura de concreto e sua engenharia de ponta.

15. Cinco anos após a inauguração da ponte não houve praticamente nenhum investimento. Após este período foram executadas obras de melhoria, sistema de monitoramento, inspeção periódica da estrutura externa e submersa, implantação de uma quarta pista em cada sentido, substituição do pavimento, iluminação e sinalização melhoradas e, em 2014, um moderno sistema de atenuação de movimentos causados pelo vento.
 

terça-feira, 17 de agosto de 2021

IPANEMA e LEBLON - Praias do Arpoador e Diabo

1. Cerca de 1902. Bonde puxado à burro na altura de onde hoje existe a Rua Francisco Otaviano, vendo-se ao fundo a pedra e a praia do Arpoador.

2. 1902. Totalmente virgem. O nome da praia originou-se em 1751, época na qual as águas da Baía de Guanabara eram frequentadas por baleias. A pesca deste cetáceo era comum em nosso litoral e as pedras desta praia eram excelente ponto de observação para pescadores ansiosos em busca do precioso óleo de baleia. Arpoar era excelente negócio, já que o óleo era amplamente utilizado como combustível de iluminação, fabricação de sabão e até no preparo de margarina.

 

3. 1904. Curiosa fotografia mostra o registro de patente de vestimenta flutuante para banhistas. Os modelos estão posando na areia com a visão da Praia do Arpoador ao fundo.

4. 1885. As pedras do Arpoador com a vista do Morro Dois Irmãos e da Pedra da Gávea ao fundo.
 
5. 1895.

6. Cerca de 1910.
 
7. 1916.

8. 1925.
 
8a. 1926.
 
9. 1939. Observar que estão visíveis algumas casas isoladas. A praia tem aproximadamente 800 metros estendendo-se do final da Av. Vieira Souto até a Pedra do Arpoador. Observar a casa mais alta na orla à esquerda: Castelinho de Ipanema, esquina da Rua Joaquim Nabuco,

10. Anos 20. Piquenique nas pedras do Arpoador.

11. 1924. Obras na orla.
 
12. Anos 20.
 
13. 1924. Notar a urbanização da orla, a estação telegráfica ao fundo e a antena de transmissão no alto da pedra.
 
14. Sem data. A Estação de Rádio Telégrafo foi inaugurada em 1922 para auxiliar navegantes. À esquerda fica a Praia do Diabo.
 
15. 1931. O prédio da estação sofre reforma. Foi desativada em 1967 ficando o prédio abandonado por mais de 30 anos, em meio a uma disputa judicial, até ser demolido.
 
16. Final dos anos 30. Panorâmica da praia. Notar que o posto de salva-vidas ainda não havia sido instalado no pequeno trecho da pedra que avançava sobre a areia, bem visível na foto 13. A frequência de banhistas aumentara muito nos últimos anos.

16a. Anos 40. Observar que já existe posto de salvamento.
 
17. Anos 30. As pedras além de proporcionar uma bela vista de toda orla da Praia de Ipanema e Leblon também era local ideal para pescaria.

18. 1937. Salva-vidas em barraca improvisada na lateral direita da imagem.
 
 19. Anos 30.
 
20. Anos 30.
 
21. Sem data. Observar prédios já altos ao fundo. A construção baixa na pista da orla (Av. Francisco Bhering) foi uma unidade do Exército que ali existiu durante anos e cujo terreno, nos fundos, se estendia até a Rua Francisco Otaviano. No local hoje fica o Parque Garota de Ipanema. Comparar com foto 9.
 
22. Cerca de 1931.
 
23. 1949.
 
24. Cerca de 1950.
 
25. 1951. 

26. 1951. Arpoador ao fundo.

27. Provável anos 50. Este grupo de banhistas está mais próximo a entrada do Arpoador. Observar no canto superior direito construções antigas que logo cederão espaço para prédios residenciais modernos. Ao centro está o Ed. Marambaia um marco ainda hoje existente onde se bifurca a Av. Vieira Souto em direção à Copacabana (Rua Francisco Otaviano) e em direção ao Arpoador (Av. Francisco Bhering).
 
28. Sem data. Imagem da citada bifurcação comentada acima.

29. 1958. Antigo posto de observação para salva-vidas dotado de cadeirinha permaneceu neste local mesmo depois dos novos modelos de postos de salvamento serem implantados. 
 
30a. Sem data. A "cadeirinha" de salva-vidas, aparece aqui ao fundo.
 
30b. 1967. Ao fundo vemos o Ed. Marambaia, localizado na Av. Francisco Bhering, nº 33. O prédio mais antigo no bairro, construído em 1936, possui uma das mais belas vistas da orla de Ipanema e Leblon.
30c. 1979. Cena de filme.

31. 1971. A antiga "corrida de submarinos" no trecho da "cadeirinha". Só fuscas.
 
 
32. Anos 50. 
 
32a. Provável anos 60.
 
33. 1952. Veículos estacionados na parte final da Av. Francisco Bhering, onde se fazia o retorno.
 
34. Anos 50.
 
34a. 1947. Motociclistas no largo. 
 
34a. 1951. Um grupo de crianças na linha d'água. No fundo, à esquerda, vemos a antiga Estação de Telégrafo dos Correios.
 
34b. 1967.

35. 1953. 
 
36. 1955. Barracas multi-coloridas.
 
36a. Provável anos 50.

37. Provável anos 60.

37a. 1938.
 
37b. Anos 50.

37c. 1957.
 
38. Anos 50.
 
39. Cerca de 1958.
 
40. 1959. Na calçada, ao fundo, vemos o posto de salvamento padrão (nº 7) próximo as pedras que avançam pela areia naquele trecho. Observar que há bancos de pedra ao estilo dos instalados em Copacabana. Comparar com a imagem anterior.

41. 1958. A falta de vagas para estacionar sempre foi um grande problema para os motoristas neste canto da praia.
 
42. 1958. Complemento da foto anterior, captando em primeiro plano veículos estacionados no final da pista. Ao que tudo indica há trabalhadores no local.
 
43. 1959. Estamos em frente ao Colégio São Paulo no final da Av. Vieira Souto em dia ensolarado. Estacionar onde ?
 
44. 1958. Dia de forte ressaca. Notar as escadas de acesso a areia neste trecho totalmente expostas.
 
45. 1958. Vejam aqui a ausência do posto de salvamento.
 
46. 1958.

47. 1958. Mesma série anterior. Durante a manhã, com o avançar das horas, a maré ia subindo e impossibilitava o circular de pessoas na areia próximo a pedra onde fica o Posto de Salvamento 7.

47a. 1966.
 
 
48. Anos 60. Três moças caminham pela calçada em direção ao Arpoador. Carregam bolsas de palha, uma tendência praiana da época. Fuscas estacionados em duas rodas sobre a calçada e uma lambreta ao fundo.
 
49. 1971. O fotógrafo está um pouco além do local visto na foto anterior. O ônibus está entrando na Rua Francisco Otaviano. Na calçada, na direção da palmeira, vemos a silhueta da "cadeirinha".
 
49a. Anos 50.

 
50. Anos 70.
 
51. 1979. Nos dias atuais somente carros de moradores entram na Av. Francisco Bhering por uma ruazinha lateral, ficando o restante do espaço totalmente para pedestres.

52. 1986. Observar que não há mais trânsito de veículos na Av. Francisco Bhering.
 
53. Anos 60. Panorâmica de toda a extensão da Praia do Arpoador.
 
54. 1965.
 
54a. 1968.

55. Anos 60.
 
56. 1967. No canto inferior direito está a entrada para a Praia do Diabo, ao lado da antiga estação telegráfica dos Correios. No largo (hoje uma praça) além dos carros estacionados junto às calçadas os motoristas, em dias de muita dificuldade, também deixavam seus veículos no centro da área sem interromper as faixas imaginárias para o retorno.

57. Anos 70.
58. 1969.

58a. 1966.
 
59. Cerca de 1972. Ampliando a imagem é possível identificar o famoso Píer de Ipanema.
 
60. 1972. Um fusca parado próximo a carrocinha da Geneal para um lanche à beira mar. No fundo distante, mais uma vez, o Píer de Ipanema.
 
 60a. 1969.
 
60b. Cerca de 1974. Ao fundo visualizamos o "pier" de Ipanema e, à direita, parece ser as escadas do posto de salvamento já em sua nova versão.
 
61. 1972.

62. Anos 70. O largo onde os carros faziam retorno. Ao pé da imagem vemos os aparelhos de musculação para "malhar".
 
63. Anos 70.
 
64. Anos 70. Encontro de "jipeiros" no largo.
 
64a. Cerca de 1973. O antigo posto de salvamento está abandonado e logo será demolido para a instalação do modelo mais moderno.
 
64b. 1971.

 
65. 1975.
 
66. 1977.

66a. Cerca de 1980.
 
Circo Voador
 
67. Cerca e 1982. No verão deste ano instalou-se no largo o Circo Voador, palco desmontável onde se apresentavam vários grupos musicais e cantores de renome.
 
67a. 1982.
 
68. 1982. O sucesso foi tão grande que o circo passou a ocupar, mais tarde, local próprio junto aos Arcos da Lapa. Notar o novo modelo dos postos de salvamento, aqui Posto 7.

69. Cerca de 1982. Os shows eram noturnos e atraiam uma grande quantidade de pessoas. Havia no interior uma platéia rústica para assistir as apresentações com ingresso pago.
 
Surf

70. 1965. No final dos anos 50 a Praia do Arpoador tornou-se local predileto dos praticantes de uma recente modalidade de esporte: o surf.
 
71. 1966. Competição em curso. Só long board de quase 3 metros de altura e 10 quilos de peso. As águas do canto da pedra formam ondas especiais para a prática do esporte.

72. 1966. Rapidamente tornou-se popular entre os rapazes. Hoje somos tricampeões mundiais e campeão olímpico de 2020.

73. 1967. Propaganda do Ford Galaxie aproveitando a excelente vista do Arpoador. Surfistas ao fundo.
 
74. 1968. A presença dos surfistas na praia passou a integrar o cotidiano.
 
74a. 1967. 

75. Anos 60.

76. 1971. Devido ao risco de acidentes com banhistas e crianças, a prática do esporte era permitida somente após as 14 horas.
 
77. Anos 60. No começo as pranchas ostentavam verdadeiras obras de arte. Aqui vemos o posto de salvamento com quatro delas ostentando pinturas tribais.

78. 1966. Um Gordini no largo transporta uma prancha sobre o teto.
 
79. 1973. As competições eram muito concorridas e as pedras proporcionavam local ideal para assistir.

80. Anos 70. Com o crescimento do esporte no Rio, logo seus adeptos formaram um estilo de vida próprio com roupas, cabelos, música, alimentação e linguajar diferenciado. Aqui vemos um grupo em um MP Lafer no largo, vendo-se ao fundo a Praia do Diabo.
 
81a. 1977. Juventude apaixonada pelo surf.

81b. 1984. A cara do Rio: Tom Jobim toca piano nas pedras do Arpoador.
 
81. 1935. Indicações para o visitante entender o posicionamento das diferentes praias da ponta do Arpoador.
 
81a. 1939. Fotografia aérea com indicações de toda a região do entorno do Arpoador.

Praia do Diabo
 
82. 1885. Área privada do Exército (vide localização na foto anterior). Ao fundo fica a pequena Praia do Diabo.
 
83. Cerca de 1904. Ângulo oposto a foto anterior. No fundo vemos a ponta do Morro do Pão de Açúcar atrás das pedras do Posto 6 em Copacabana, onde, nesta época, havia a Igreja de N. Sra. de Copacabana.
 
84. 1908. Foto obtida das pedras do Arpoador com a câmera voltada para a Praia do Diabo em ângulo semelhante ao anterior.

85. 1915. 
 
86. 1918. Um corajoso grupo segue a trilha das pedras do Arpoador com o mar da Praia do Diabo ao fundo.

87. Anos 10.
 
88. Anos 30.

89. 1902. Linda tela colorida sem autoria com referências:
1) Praia do Arpoador;
2) Praia do Diabo;
3) Pedra do Arpoador;
4) Atual área privada do Exército (Forte de Copacabana);
5) Igreja N. Sra. de Copacabana;
6) Praia de Copacabana;
7) Pedra do Inhangá (ponta que se estendia até o mar);
8) Pedra do Leme;
9) Morro do Pão de Açúcar;
10) Morro da Urca;
11) Morro do Corcovado; e
12) Lagoa Rodrigo de Freitas.
É curioso notar que no lado direito do algarismo 1, indicativo da Praia do Arpoador, há uma pedra estendendo-se até o mar. Ela foi cortada para se alcançar por terra (depois construída uma pista para veículos) a Praia do Diabo, entretanto restou um pequeno pedaço ainda hoje existente, no qual instalou-se o posto de salvamento.
 
90. Aqui temos uma outra tela em outro ângulo, com a Praia de Ipanema e o Morro Dois Irmãos ao fundo. Na extrema esquerda está a ponta do Arpoador e na lateral direita a Praia de Copacabana.

91. 1954.
 
92. Anos 60. A Praia do Diabo vista do alto das pedras do Arpoador. Nesta época ela já estava consolidada como local próprio para a prática do frescobol, esporte tipicamente carioca. Observar que na areia da prainha existente na área do Forte de Copacabana era proibido entrar. Isto dura ainda hoje.

93. Anos 80. As águas da praia são consideradas muito perigosas e quase sempre a bandeira vermelha é fincada na areia pelos salva-vidas desaconselhando o banho de mar. Esta foto revela esta sinalização próximo a praticantes do frescobol. O nome da praia advém daí, embora alguns considerem-na um cantinho do paraíso.
 
94. 1975. Além do mar perigoso, a praia, embora muito pequena (apenas 60 metros), não é aconselhada para caminhadas, pois o jogo de frescobol pode trazer risco de boladas ou raquetadas. Observar a grande quantidade de praticantes. O autor do blog está entre eles.

95. Encerramos a postagem com esta linda imagem recente do por do sol visto das pedras do Arpoador. Um espetáculo que tornou-se excelente programa em dias de sol. Os espectadores sempre tem o hábito de aplaudir o fenômeno em seu momento crucial.