Primórdios
1. 1903. Antes de receber o nome de Praça Floriano o espaço chamava-se Largo da Mãe do Bispo, codinome popular do Largo da Ajuda. Nesta foto vemos a atual Av. Treze de Maio (antiga Rua da Guarda Velha) em direção ao Largo da Carioca e antigas construções atrás de um quiosque que seriam demolidas para a construção do Teatro Municipal. A Av. Central (atual Av. Rio Branco) somente seria inaugurada em 1905.
2. 1904. Aqui vemos o mesmo local em um ângulo ao nível do solo. À direita, conforme assinalado, vemos a antiga Rua da Ajuda que começava nesta região, ao lado do convento de N. Sra. da Ajuda, e terminava na Rua São José. Após a abertura da Av. Central esta via desapareceu quase completamente.
3. Cerca de 1904. Segundo historiadores o largo ganhou este nome popular por conta da residência da mãe do bispo Dom José Joaquim Mascarenhas Castelo Branco, vista aqui atrás da árvore e, à sua direita vemos a entrada da futura Av. Treze de Maio. O chafariz visto ficava quase em frente ao antigo Conselho Municipal (ex Seminário São José e futuro Palácio Pedro Ernesto).
5. 1905. Durante a construção do Teatro Municipal. A grande Av. Central já está totalmente aberta e urbanizada. À esquerda vemos parte do Convento N. Sra. da Ajuda, localizado próximo de onde foi erguido em 1926 o atual Edifício Odeon. A carroça à direita está entrando na Rua Santa Luzia.
7. 1907. Outra tomada semelhante mostra à esquerda, conforme assinalada, o Conselho Municipal de perfil no alinhamento da calçada do Convento da Ajuda. Ainda à esquerda verificamos os trilhos de bonde em direção à atual Av. Treze de Maio. O calçamento de pedras portuguesas em formato de "ondas" seria, mais tarde, copiado na orla da Praia de Copacabana.
6. Detalhes importantes e curiosos: a praça possuía formato triangular; o Teatro Municipal quase concluído ainda mostra o alojamento dos operários diante da entrada; e à direita a construção da Biblioteca Nacional e do Supremo Tribunal Federal (atual Centro Cultural da Justiça Federal - CCJF).
8. Cerca de 1905. Vemos a cerimônia de plantação das primeiras árvores no canteiro central da nova avenida. Ao fundo avista-se o Morro do Castelo já parcialmente aparado.
9. É possível observar grande parte do prédio do Conselho Municipal, na esquina da atual Rua Evaristo da Veiga (antiga Rua dos Barbonos); logo atrás a torre da Igreja Anglicana outrora existente nesta mesma rua e ao fundo o conjunto de construções do Santuário e Convento de Santo Antônio no morro do mesmo nome, no Largo da Carioca.
10. 1908. Foto tirada do alto do Teatro Municipal. Destacam-se o Convento N. Sra. da Ajuda ainda de pé, atrás deste a silhueta da cúpula do Palácio Monroe, a reduzida praça triangular e, em primeiro plano, o futuro resto da praça ainda ocupado por construções auxiliares ao término da obra do teatro.
11. O formato triangular da praça é visto perfeitamente nesta imagem.
xx. 1910.
Monumento ao Marechal Floriano Peixoto
xx. 1910. Monumento ao Marechal Floriano Peixoto,
que deu nome à praça, inaugurado no mesmo ano e preservado até hoje no
mesmo local. À esquerda a sede do antigo Conselho Municipal e a Igreja
Anglicana.
xx. 1910. Dia da inauguração. À
direita vemos o Convento N. Sra. da Ajuda e, por cima deste, a cúpula do
Palácio Monroe.
xx. 1910.
xx. Sem data.
xx. Cerca de 1907.
xx. 1925.
Igreja Anglicana
xx. Cerca de 1915. Aqui temos a localização exata da Igreja Anglicana na atual Rua Evaristo da Veiga. Ao fundo a Av. Treze de Maio e à direita parte lateral do Teatro Municipal.
xx. Sem data.
xx. O templo religioso foi construído em 1819 permanecendo neste local até os anos 40 do século XX.
xx. Sem data.
xx. A igreja foi demolida em 1942 e transferida para a Rua Real Grandeza, em Botafogo.
xx. Cerca de 1940. Guarda de trânsito orienta os veículos diante da antiga fábrica de espelho.
xx. Cerca de 1910. Aqui vemos uma excelente reprodução colorizada de cartão postal da Praça Floriano. Na Av. Central é possível ver, mais adiante, a silhueta de alguns prédios famosos, os quais falaremos em outras postagens, como o Clube Naval, o Hotel Avenida e o Edifício do Jornal do Brasil. Chamamos atenção para a construção ao fundo que parece estar bem no meio da atual Av. Treze de Maio, no lado esquerdo do Teatro Municipal. Trata-se do Teatro Lírico, o qual também será mencionado em postagem própria.
xx. Cerca de 1910.
xx. 1914.
Manequinho
xx. Aqui uma rara imagem. Chama logo atenção a estátua do famoso Manequinho que ficou instalada nesta praça de 1908 a 1927, em frente ao Clube Militar, depois transportada para o bairro de Botafogo, próximo à sede do clube, no Mourisco. Destaca-se, ainda, toda a beleza e imponência do Palácio Monroe, sede do Senado Federal durante alguns anos. À esquerda o trecho final da Av. Rio Branco em direção à Av. Beira-mar (antiga Praia da Lapa), com o característico Obelisco ali instalado até os dias atuais. À direita o muro que cercava o Parque Centenário construído no terreno onde ficava o Convento N. Sra. da Ajuda.
xx. 1916. O Manequinho visto de frente. Destaca-se ao fundo, da esquerda para a direita, os belos prédios da Biblioteca Nacional e do Supremo Tribunal Federal, até hoje preservados e fazendo parte do conjunto arquitetônico da praça.
xx. Cerca de 1912. Imagem de cartão postal. A praça ainda mantem seu formato triangular e o Convento da Ajuda não existe mais. É o oposto da foto anterior.
xx. 1915.
xx. 1915. Um ângulo pouco comum.
xx. Começo dos anos 20. Todas as construções da Praça Floriano, na Av. Rio Branco. Da direita para a esquerda temos: Ed. Lafont e Clube Militar (ambos situados nas margens da Rua Santa Luzia), a sede do STF, a Biblioteca Nacional e, por fim, o Museu de Belas Artes. Os jardins em primeiro plano ficavam ao redor do Palácio Monroe.
Parque Centenário
xx. 1911. Após a demolição do Convento N. Sra. da Ajuda abriu-se um vasto terreno totalmente desalinhado das construções com a Av. Treze de Maio.
xx. 1922. O terreno original do Convento da Ajuda foi recuado e alinhado com o Palácio Pedro Ernesto
e a seguir iniciaram-se as construções dos prédios que deram origem
ao nome Cinelândia.
xx. Anos 20. Terreno cercado. O projeto do proprietário, o empresário espanhol Francisco Serrador (1872-1941), era ambicioso, contudo abrigou este horroroso centro de diversões bem no coração da cidade. Embora o parque dispusesse de brinquedos infantis importados, pista de patinação, bares, restaurantes, sorveterias, charutarias, cinema ao ar livre, cineteatro, escritórios e hotel, não durou muito tempo. Notar no canto inferior direito a "ponta" da praça em formato triangular.
xx. Cerca de 1926. A praça pedeu seu formato triangular. Vemos à direita parte do Ed. Lafont, a entrada da
Rua Santa Luzia, o antigo prédio do Clube Militar, mais adiante o STF, a
Biblioteca Nacional e, ao fundo, o Museu de Belas Artes. À esquerda o
Parque Centenário (futuro local dos prédios da Cinelândia), a
nova Câmara Municipal (Palácio Pedro Ernesto) e a atual Av. Treze de
Maio, em profundidade, ao lado do Teatro Municipal.
xx. 1918. Fotografia obtida do interior do terreno onde ficava o Convento de N. Sra. da Ajuda. A imagem é do Bar da Brahma.
xx. 1918. Desfile militar comemorativo ao 53º aniversário da Batalha Naval do Riachuelo. Na lateral esquerda vemos parte do citado parque.
xx. 1920. Comemoração da visita do Rei Alberto I, da Bélgica. À esquerda vê-se claramente o Parque Centenário e o Palácio Pedro Ernesto ainda em construção. À direita, atrás dos prédios, a parte mais alta do Morro do Castelo.
xx. Seria o mesmo evento da foto anterior ?
xx. Cerca de 1928. O Morro do Castelo não é mais visto por trás dos famosos prédios deste lado da Av. Rio Branco.
xx. Cerca de 1921. Imagem aérea mostra todo o entorno da Praça Floriano, vista ao pé da foto (nº 7). Observar os pontos assinalados:'
1) Passeio Público;
2) Palácio Monroe;
3) Parque Centenário (futuro local dos prédios da Cinelândia);
4) Palácio Pedro Ernesto (antigo Conselho Municipal;
5) Igreja Anglicana (extinta);
6) Teatro Municipal;
7) Praça Floriano;
7a) Monumento ao Marechal Floriano Peixoto;
8) Clube Militar (antigo prédio extinto;
9) Ed. Lafont (extinto);
10) Obelisco;
11) Terraço do Passeio Público (extinto);
12) Silogeu (extinto);
13) Largo da Lapa;
14) Igreja N. Sra. do Carmo da Lapa do Desterro ;
15) Rua do Passeio;
16) Rua Evaristo da Veiga (antiga Rua dos Barbonos);
17) Arcos da Lapa;
18) Rua dos Arcos;
19) Rua Mem de Sá;
20) Rua do Riachuelo (antiga Rua Mata Cavalos);
21) Igreja e Convento de Santa Teresa;
22) Morro de Santa Teresa (antigo Morro do Desterro);
23) Morro de Santo Antônio;
24) Av. Rio Branco (antiga Av. Central);
25) Biblioteca Nacional;
26) Rua Santa Luzia;
27) Rua das Marrecas (antiga Travessa das Belas Noites);
28) Rua do Resende;
29) Rua do Lavradio;
30) Praça da Cruz Vermelha;
31) Rua de Santo Antônio (extinta);
32) Av. Treze de Maio (antiga Rua da Guarda Velha);
33) Rua Alcino Guanabara;
34) Quartel General da PM (atual);
35) Av. Beira Mar. e
36) Rua Senador Dantas.
Lateral da Av. Rio Branco
xx. Anos 20. A região da praça pelo lado da Av. Rio Branco. À exceção de alguns transeuntes não há movimento algum.
xx. Sem data.
xx. Cerca de 1920.
xx. 1907.
xx. Provável anos 10. O calçamento em pedras portuguesas neste lado não segue o mesmo tipo em "ondas".
xx. Começo dos anos 40. Vemos as grandes modificações ocorridas na região da praça. O conjunto de prédios no antigo terreno do Parque Centenário está tomado por enormes prédios.
1) Av. Treze de Maio;
2) Palácio Monroe;
3) Construção inicial do Ed. Francisco Serrador;
4) Teatro Municipal;
5) Morro de Santo Antônio;
6) Ed. Glória;
7) Ed. Odeon.
1) Av. Treze de Maio;
2) Palácio Monroe;
3) Construção inicial do Ed. Francisco Serrador;
4) Teatro Municipal;
5) Morro de Santo Antônio;
6) Ed. Glória;
7) Ed. Odeon.
xx. Cerca de 1925.
xx. Cerca de 1926. Aqui vemos a fileira dos novos prédios que deram um aspecto vertical à praça. O primeiro prédio após a Rua Alcindo Guanabara é o popular Amarelinho, cujo nome verdadeiro é Ed. Fontes (depois Ed. Wolfgang Amadeus Mozart).
xx. Cerca de 1925.
25. 1935. Assinalamos nominalmente todos os prédios citados nas três fotos anteriores. Todos foram foram inaugurados durante a segunda metade dos anos 20 e quatro deles possuíam em seus andares térreos cinemas que se tornariam muito populares o que deu origem ao nome Cinelândia. Clique na imagem para ampliar. Vide fotos 16a e 55 (estudo resumido dos prédios).
25a. Ed. Império (nº 21) e Ed. Heydenreich (nº 23). Este último com o letreiro da Casa Alemã, famosa loja de depatamentos. Antes de vir para este prédio, em 1927, a loja funcionou na Rua da Carioca e Rua da Quitanda. O proprietário foi um imigrante alemão chamado Daniel Heydenreich e mais dois irmãos que fundaram o comércio em 1883 em várias cidades paulistas. Durante a 2ª Guerra Mundial a Casa Alemã trocou seu nome para Galeria Paulista devido à perseguição aos cidadãos alemães residentes por aqui. Em 1959 fechou as portas, mas o prédio que levava seu nome permanece no local até hoje.
25b. Anos 30.
25b. Cerca de 1930.
26. 1939. A praça estava totalmente arborizada e transformara-se no principal ponto de entretenimento do centro da cidade.
26a. Provável anos 30.
26b. 1934. Aspecto da Cinelândia com destaque para o Palácio Pedro Ernesto, o Ed. "Amarelinho" e a Rua Alcindo Guanabara entre eles.
28. Aqui uma panorâmica oposta a anterior, do mesmo período, mostrando o lado oposto da praça e seus prédios bem definidos. São visíveis ainda o Palácio Monroe, a parte alta do Palácio Pedro Ernesto (Câmara dos Vereadores), além do Teatro Municipal, em primeiro plano, com sua belíssima águia no topo. No alto, à direita, observamos uma construção em andamento que parece ser da torre com relógio do Ed. Mesbla, na Rua do Passeio.
28a. Anos 30.
28b. 1933.
29. Anos 40. Aqui um aspecto curioso do dia a dia da praça. A antiga calmaria do passado não mais existe, pois o local estava sempre repleto de pessoas. Algumas a passeio, outras em busca de diversão, muitas a trabalho, outras apenas saboreando a sombra das árvores. Automóveis circulando em todas as direções. No alto, à direita, o torreão da estação de bondes existente entre o Ed. Odeon e a atual Praça Mahatma Gandhi. Vide foto 34.
30. 1943. Há um novo monumento (acima do veículo em primeiro plano). Trata-se da obra denominada "A Oferenda". Permaneceu na praça de 1935 até 1950, depois foi transportada para o Largo da Glória e, finalmente, para a pequena praça existente na entrada da Igreja da Candelária, onde permanece.
30a. 1945. Árvores podadas.
31. Aqui está o monumento, no detalhe, diante da calçada do Teatro Municipal.
31a. A obra vista por outro ângulo.
Cinema Odeon
34. Na extrema esquerda vemos um pequeno pedaço do Ed. Francisco Serrador (inaugurado em 1944 como hotel). Podemos notar também a estreita Rua Álvaro Alvin e o Ed. Odeon contornando a esquina da praça. Novamente destacamos a estação de bondes em primeiro plano já mencionada na foto 29.
35. Anos 50. Aqui temos uma excelente imagem do Ed. Odeon e da fachada do cinema de mesmo nome.
35a. Cerca de 1934.
35b. 1936.
35c. Anos 50. Uma foto aérea de todo o entorno da Cinelândia. Identificamos:
1) Teatro Municipal;
2) Av. Rio Branco;
3) Praça Floriano;
4) Palácio Monroe;
5) Ed. Odeon;
6) Ed. Francisco Serrador;
7) Museu de Belas Artes;
8) Biblioteca Nacional;
9) STF (antigo);
10) Clube Militar;
11) Ed. São Borja;
12) Ed. Brasília;
13) Obelisco;
14) Av. Presidente Wilson;
15) Av. Luis de Vasconcelos;
16) Rua Álvaro Alvim;
17) Rua Senador Dantas;
18) Rua Santa Luzia (entrada);
19) Ed. Marquês do Herval;
20) Ministério da Educação e Cultura (Palácio Gustavo Capanema);
21) Ilha das Cobras;
22) Ponte Almirante Alexandrino; e
23) Ed. "A Noite" (Praça Mauá).
35d. Anos 30.
35e. 1933.
35f. Anos 40. Diversos veículos movidos à gasogênio estacionados. No fundo, à esquerda, vemos a estação de bondes da Cinelândia.
35g. Anos 40. Mesmo dia da foto acima em sentido oposto. No fundo, à esquerda, vemos a entrada da Rua Santa Luzia. No local do extinto Ed. Lafont, esquina direita da Rua Santa Luzia, está em construção o atual Ed. Rio Branco.
35h. Cerca de 1952.
xx. Anos 60. Em cartaz "Fibra de Herói".
xx. 1924. Observar o curioso letreiro no alto: "Mercado Nupcial"!
xx. 1954.
xx. Anos 50.
xx. 1954.
xx. 1951.
xx. Aqui vemos a estação de bondes bem de perto, em frente à entrada do Ed. Odeon. Em 1964 ela, assim como outras, foi derrubada, já que este tipo de transporte público foi extinto.
xx. Cerca de 1960. É curioso observar as propagandas no alto da estação. Ao fundo fica a Rua Santa Luzia.
xx. 1964. A torre sendo implodida enquanto curiosos observam. É o fim de uma era.
xx. Anos 30.
xx. 1972.
xx. Final dos anos 50. Detalhe dos cinemas Odeon e Império.
xx. Grande fila para assistir ao polêmico filme "Último Tango em Paris".
Observar na extrema esquerda a entrada para o Metrô já inaugurado.
xx. 1982. Em cartaz "ET - o extraterreste" grande sucesso de Steven Spielberg.
Cinema Império
xx. Cerca de 1941. Foto noturna destaca o Cinema Império e o Cineac Glória mais adiante.
xx. 1953.
xx. 1942.
xx. 1949.
xx. Carnaval de 1954.
xx. Cerca de 1960. Em cartaz no Império "A Coragem".
xx. 1967.
xx. 1976.
xx. 1976.
xx. 1977.
Cinema Glória
xx. Meados dos anos 20. A luxuosa entrada do Cinema Glória. Foi um dos primeiros a encerrar as atividade. Hoje um complexo residencial para locação chamado Ed. Cena Carioca. Praça Floriano, nº 31.

xx. 1926. Cinema Glória no térreo e Hotel Monroe
na parte de cima. Notar ainda o terreno vazio à direita, local onde
será construído o Ed. Natal (Cine Pathé Palace) no ano seguinte.
Cinema Capitólio
xx. 1925. Inauguração.
xx. 1927. À esquerda do Capitólio está o Ed. Natal (Cine Pathé) em construção.
xx. 1927.
xx. 1968. O "cinema ainda era a melhor diversão".
xx. Cerca de 1958.
Cinema Pathé
xx. 1928. Fase final.
xx. 1929. Em funcionamento.
xx. 1943. Cine Pathé apresenta um grande sucesso de bilheteira.
xx. 1958. Cinemas Pathé e Capitólio. A circulação de pedestres já era grande.
xx. 1958. Imagem anterior oposta tirada provavelmente no mesmo dia. É
possível observar, atrás do Teatro Municipal, o prédio (Ed. Liberdade)
que desabou em 2012 arrastando junto dois outros. Houve 22 mortos.
xx. Anos 50. Cines Pathé e Capitólio.
xx. 1968.
xx. 1981. Ao fundo a estreita Rua Ator Jayme Costa. Hoje, no local do Pathé, existe uma Igreja Universal.
xx. 1982. Títulos com forte apelo sexual. Começava a decadência dos cinemas de rua com a chegada dos grandes shoppings e das fitas de vídeo cassete.
xx. 1980. Em cartaz um clássico erótico de sucesso: "Emmanuelle".

xx. 1960. O Pathé Palace,
visto aqui à esquerda, foi inaugurado em 1928 e fechado em 1999.
Anteriormente funcionava em um prédio baixo na Av. Rio Branco, ao lado
da Associação dos Empregados do Comércio, desde 1907.
xx. Anos 30. Cine Pathé Palace e Cineteatro Broadway (depois Cinema Capitólio).
xx. 1968. Bilheteria.
xx. 1941. Lançamento do filme "Fantasia" de Walt Disney (1901-1968) no Pathé. Na lateral esquerda a esquina da Rua Ator Jayme Costa.
xx. Cerca de 1956.
xx. Provável anos 60. Confusão na portaria do "Pathé", possibilitando ver a
outrora famosa bombonière de mesmo nome e a entrada da estreita Rua
Jayme Costa.
xx. Anos 50. Outra fotografia colorizada interessante na qual o fotógrafo estava de costas para o Teatro Municipal. Curiosidades observadas: há uma curta e estreita calçada atrás das três pessoas fotografadas, provavelmente sinal de que durante algum tempo havia mão dupla de veículos neste trecho. No alto e ao fundo estão os prédios erguidos após a derrubada dos antigos Clube Militar e Ed. Lafont observados na foto 30 que retrata o mesmo ângulo. Por fim, destacamos outro monumento na mesma base do antigo "A Oferenda" citado naquela mesma foto. Trata-se da estátua do Maestro Carlos Gomes, hoje localizada na calçada do teatro próxima à Av. Treze de Maio. Convido o visitante a comparar esta imagem com a foto 20.
xx. 1957.
Calçada dos cinemas
xx. Anos 40. Movimento de pedestres na calçada do Cinema Império. Ao fundo vemos o Palácio Monroe.
xx. 1932. No canto superior esquerdo vemos as colunas do Palácio Monroe.
xx. Anos 50. A entrada à direita é a pequenina Rua Embaixador Régis de Oliveira, colada ao Cinema Odeon.
xx. 1959. Este jornaleiro é o mesmo da foto anterior visto do outro lado. Observar no alto esquerdo a famosa Perfumaria Carneiro e, no lado oposto, a parte alta do Teatro Municipal.
xx. Cerca de 1955. Em frente a bilheteria do Cinema Capitólio.
xx. Cerca de 1950. A entrada do Cinema Pathé. O filme em cartaz "Gilda" foi produzido em 1946.
xx. Anos 50. Foto noturna com destaque para a elegante Confeitaria Brasileira e o Banco Financial Novo Mundo.
xx. Anos 50. Bonde parado para embarque e desembarque. Era um um momento difícil para as mulheres.
xx. Cerca de 1950.
xx. Carnaval de 1953.
xx. Anos 50. Notar a Perfumaria Carneiro, nº 31 da praça, esquina com Rua Francisco Serrador, Ed. Glória e, no canto superior esquerdo, o letreiro do Banco Novo Mundo.
xx. 1977. Rua Francisco Serrador em profundidade. À direita está a Perfumaria Carneiro (Ed. Glória) e, à esquerda, Ed. Heydenreich.
xx. Meados dos anos 50. Parece ser a calçada diante do Ed. Pathé, na
esquina da Rua Jayme Costa onde, atualmente, existe uma agência da Caixa
Econômica Federal. Ao fundo está o Banco Novo Mundo, na esquina da Rua
Francisco Serrador.
xx. Anos 50.
A praça
xx. Cerca de 1954. O bonde está vindo da Rua do Passeio e entra na Praça Floriano, na pista ao lado dos cinemas. O trânsito atrás segue para a Rua Santa Luzia.

xx. 1953. Observar a fila de pessoas no ponto de ônibus, em frente ao prédio do antigo STF (hoje Centro Cultural da Justiça Federal - CCJF). Clique na foto para ampliar.
xx. 1959. Acenando para ônibus em frente a Biblioteca Nacional.
xx. 1954. Carnaval.
xx. 1955. Duas mulheres conversam sentadas num banco da praça ao que tudo indica com as costas voltadas para o Ed. Capitólio, não visível. Vemos a fachada do Cinema Pathé à direita.
xx. Provável anos 50. Foto obtida do mesmo local anterior. Comparar observando o desenho diferente da calçada, os postes de iluminação, a pista ao fundo que cruzava a praça e a estátua no meio do canteiro. Os bancos parecem os mesmos em igual posição. Vide foto 22a.
xx. Natal de 1952.
xx. 1955. Da mesma sequência da foto 42.
xx. Provável anos 40.
xx. Anos 50. Caiu a noite, mas o movimento continua...
xx. 1949.
xx. 1955. Multidão no velório de Carmem Miranda (1909-1955) em frente ao Teatro Municipal.
xx.1958.
xx. Anos 60.
xx. 1966. A pista de veículos próxima aos prédios teve a mão invertida. A ruela de pedestres entre os prédios do Ed. Odeon e Ed. Império chama-se Rua Embaixador Régis de Oliveira. O fotógrafo provavelmente estava em uma janela de andar alto do novo prédio do Clube Militar.
xx. Cerca de 1960. Destaque para o Ed. Glória, o mais claro.
xx. 1970.
xx. Cerca de 1960. Vemos o que parece ser um desfile militar na Av. Rio Branco, altura do Teatro Municipal em ângulo pouco comum. O fotógrafo está em algum janela do Museu de Belas Artes apontando sua câmera em direção à Rua Evaristo da Veiga. No canto superior direito está a calçada frontal do teatro com sua caracteristica escadaria e, no canto oposto, a entrada do Palácio Pedro Ernesto (Câmara dos Veradores).
xx. 1971. Antes do início das obras da Estação Cinelândia do Metrô. Observar a estátua de Carlos Gomes em frente ao Teatro Municipal.
xx. 1971. Os pombos sempre foram uma atração à parte.
Obras do Metrô
xx. 1972. A praça prepara-se para uma grande obra urbana.
xx. 1972. Uma pausa para se refrescar no começo das obras do Metrô.
xx. 1975. Obras do metrô em andamento. Embora reconhecendo a necessidade do novo meio de transporte, a praça tornou-se um inferno naquele período, com grande prejuízo para o comércio local. Pedestres espremidos em calçadas improvisadas, poeira constante, muito barulho e trânsito de veículos interrompido ou alterado. A tecnologia da época executava a abertura dos túneis subterrâneos a céu aberto sem uso do equipamento apelidado "tatuzão".
xx. 1974. Observar que o traçado da linha desviava do Palácio Monroe, confirmando a tese que não havia necessidade de sua derrubada em 1976.
xx. 1973. Observem o contraste com a foto 45.
xx. 1973.
xx. 1974. O caos foi instalado também na Av. Treze de Maio. O primeiro trecho do Metrô da linha 1 inaugurado em 1979, ligando os bairros do Estácio a Botafogo, rasgou o centro da cidade na Av. Presidente Vargas, Rua Uruguaiana, Largo da Carioca, Av. Treze de Maio e Cinelândia.
xx. 1975. Um dos locais mais movimentados do centro da cidade transformou-se num inferno.
xx. 1974. Uma panorâmica de toda a praça durante as obras do metrô. Vide foto 47a em posição oposta.
xx. Cerca de 1979. Após a conclusão das obras e revitalização, o aspecto ficou como visto aqui. A pista de automóveis diante dos prédios desapareceu tornando a praça um grande calçadão. Isso dura até hoje...
xx. 1977.
xx. Cerca de 1978.
xx. 1976. Uma panorâmica de todo o entorno da Cinelândia após a derrubada do Palácio Monroe. A praça nunca mais seria a mesma.
xx. 1978. Sem o Palácio Monroe, sem o chafariz que o substituiu e sem o estacionamento no subterrâneo da nova Praça Mahatma Gandhi.
Amarelinho
xx. Anos 50. Um agradável chopp gelado em fim de tarde no Bar e Restaurante Amarelinho.
xx. Cerca de 1950. Foto colorizada.
xx. 1979. O mesmo local da foto anterior. Os atores Tarcísio Meira (1935-2021) e Danuza Leão (1935-2021) gravam uma cena do filme "A Idade da Terra".
xx. Anos 50.
xx. 1969. Fundado em 1921, época glamourosa da praça, rodeada de teatros, cafés e, a partir dos anos 30, muitos cinemas e boates. A casa atravessou o tempo junto com os acontecimentos importantes do local, incluindo o carnaval de rua, manifestações políticas diante do vizinho Palácio Pedro Ernesto e, principalmente, da boemia. Mas não só de sucesso foi construído seu passado. Durante as obras do Metrô, em meados dos anos 70, a casa sofreu com a baixa frequência da clientela devido aos transtornos causados no comércio local. Mais recentemente, com a pandemia, houve novo período de problemas financeiros e o bar acabou vendido para uma rede maior (Boteco Belmonte) que manteve o mesmo padrão sem alterar o nome já consolidado.
xx. Anos 60. Belo registro colorizado do restaurante localizado no endereço Praça Floriano, 55B. Em 2021 completou 100 anos de existência.

xx. 1977. Após a reurbanização da praça, a calçada do estabelecimento ganhou mais espaço e pode aumentar o número de mesas no lado de fora. Notar ainda os desenhos das pedras portuguesas sem as antigas "ondas", vistas na foto anterior e em outras mais antigas desta postagem. Observar ao lado do restaurante um tapume de obras indicando que o Ed. Capitólio já foi demolido e o terreno está em obras em para a construção de um moderno prédio comercial. Vide foto a seguir, item 6.
xx. 1977.
Conjunto arquitetônico
xx. Cerca de 1926. Ed. Natal ainda em construção, último a ser levantado em 1927.
xx.
Anos 30. Da esquerda para a direita: Ed. Glória (Cinema Glória) e Ed.
Natal (Cinema Pathé Palace) e Ed. Capitólio (Cinema Capitólio). Os veículos
estacionados na lateral esquerda da foto estão na divisória da praça
(hoje inexistente), em frente à Rua Pedro Lessa.
xx. Anos 30. A praça em toda sua plenitude.
xx. Anos 30. Aproximação dos prédios do Ed. Glória, Ed. Natal, Ed. Capitólio e Ed. Fontes (Amarelinho).
O Capitólio, aliás, foi o primeiro arranha-céu da cidade, erguido com
oito andares em 1924, todavia foi demolido na década de 70 para a
construção de um gigante moderno de 30 andares. Sua atual fachada
totalmente em vidro fumê destoa por completo da arquitetura em art déco das construções ao redor.
xx. 1950. Apresentamos a seguir um estudo sintético dos prédios que compõem esta lateral da Praça Floriano, assim como alguns pontos de referência. Lembramos ao caro visitante que toda a região foi antes ocupada pelo Convento da Ajuda até ser demolido em 1911.
1) Ed. Odeon;
* Construído em 1924. No térreo fica o Cinema Odeon (hoje Centro Cultural Odeon). Sua entrada principal é voltada para a atual Praça Mahatma Gandhi, nº 2 e o cinema no nº 7 da Praça Floriano. Existe também o antigo Restaurante Cinelândia, na esquina da Rua Embaixador Régis de Oliveira. Vide fotos 22, 25 e 34.
2) Ed. Império;
* Construído em 1925 no nº 19 da praça. No térreo existiu o Cinema Império. O prédio foi demolido em 1979 para a construção do atual Centro Empresarial Rio Branco. Há atualmente um ponto de venda da Rede Mac Donald's no térreo. Vide fotos 38a e 38b.
3) Ed. Heydenreich;
* Inaugurado em 1926 com sua entrada principal voltada para a os fundos, na Rua Alvaro Alvin, nº 24.
4) Ed. Glória;
* Sua construção data de 1925 no nº 31 da praça. É o prédio mais baixo do conjunto arquitetônico. Ocupa a quadra inteira entre as Ruas Francisco Serrador (indicação B) e Ator Jayme Costa (indicação C). Por algum tempo em seu térreo funcionou o Cinema Glória (1925-1968, vide foto 38a) e na parte superior o extinto Hotel Monroe (foto 24e). Atualmente no térreo existe uma agência da Caixa Econômica Federal. Vide fotos 24f, 43 e 45.
5) Ed. Natal;
* Sua inauguração é de 1927, o último prédio a ser erguido naquela lateral do logradouro (nº 45), todavia o mais bonito. Durante anos funcionou um hotel e no térreo o Cinema Pathé Palace (1928-1999). Hoje há uma Igreja Universal e um reduzido pedaço da bem conceituada Bomboniére Patrone Pathé, de 1928. Vide fotos 32 e 43.
6) Ed. Capitólio;
* Inaugurado com oito pavimentos em 1925 no nº 51 da Praça Floriano. Embaixo da edificação situava-se o extinto Cinema Capitólio (1925-1972), cujo nome já fora Cineteatro Broadway (vide foto 38f). O prédio foi demolido em 1972 e no terreno foi levantado um gigante de 35 andares em vidro escuro (Ed. Paulino Ribeiro de Campos) com entrada também pelo nº 52 da Rua Alvaro Alvim.
7) Ed. Fontes;
* Lançado em 1926, ocupa o nº 55 na esquina da Rua Alcindo Guanabara. Anos depois alterou sua denominação para Ed. Wolfgang Amadeus Mozart onde funciona hoje um centro empresarial. No térreo fica o famoso Restaurante Amarelinho. Vide fotos 23, 23a e 54.
8) Palácio Pedro Ernesto (Câmara de Vereadores do RJ);
* Foi a primeira construção (1923) deste lado da praça. Anteriormente no terreno havia o antigo Conselho Municipal. Post à parte aqui.
9) Ed. Ordem Terceira;
* Localizado no Largo da Carioca, vide postagem em separado aqui.
10) Teatro Municipal;
* Vide post específico aqui.
11) Ed. Rex;
* Inaugurado em 1934 na Rua Alvaro Alvim, nº 37. Sua altura ultrapassava todos os prédios da Praça Floriano à sua frente. Na ocasião foi considerado o prédio de escritórios mais avançado da cidade. No térreo fica o Cinema Rex e no subsolo o Teatro Rival. Ambos ainda em atividade.
12) Santuário de Santo Antônio e Igreja da Ordem Terceira da Penitência;
* Localizado no Morro de Santo Antônio, vide postagem aqui.
A) Rua Embaixador Régis de Oliveira;
B) Rua Francisco Serrador ;
C) Rua Ator Jayme Costa; e
D) Av. Treze de Maio.














































































































































































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