Fizemos questão de uma postagem isolada desta rua devido à sua importância no passado. Aberta inicialmente em 1567 com o nome de "Desvio do Mar", passando ao nome atual em 1780 depois que o "ouvidor" (magistrado da Comarca do Rio de Janeiro que supervisionava a justiça nas terras senhoriais, o corregedor na linguagem atual) Francisco Berquó da Silveira fixar residência alí. No século XIX, pela proximidade ao Paço Imperial, a rua tornou-se centro de consumo e encontro da sociedade. Alí instalaram-se lojas de moda (principalmente francesas), livrarias, cafeterias, confeitarias, perfumarias, cabeleireiros, sede de jornais e outros negócios, atraindo a população em busca de produtos importados, guloseias, notícias de todos os cantos do mundo, fofocas e até mesmo encontros amorosos. Devido a quantidade de pessoas que nela circulavam, o trânsito de carroças foi proibido em 1829 e, depois, de qualquer veículo, tornando a rua exclusiva para pedestres. Consta que durante o Carnaval havia alí desfile de carros alegóricos (corsos) de grande prestígio.
Em 1905, com a inauguração da Av. Central (atual Av. Rio Branco desde 1912), os grandes empresários da época transferiram seus negócios para a nova avenida, relegando à segundo plano a velha Rua do Ouvidor. O declínio natural foi ainda mais acelerado pela chegada dos grandes shoppings da Zona Sul da cidade nos anos 70/80. Apesar de tudo, ainda hoje, a estreita rua permanece exclusiva para pedestre com comércio de moda, calçados, lanchonetes, bares, restaurantes, pequenas galerias e escritórios.

1. Cerca de 1890.
1a. Cerca de 1860.
1b. 1883. Esquina com Rua Gonçalves Dias, antiga Rua dos Latoeiros. Neste trecho havia o ponto inicial de uma linha de bondes. Observar que não havia rotatória para mudança de sentido.
2. 1890.
3. 1863.
3a. Cerca de 1904.
4. Sem data. Imagem da esquina da Rua Primeiro de Março (antiga Rua Direita). O fotógrafo está de costas para a Igreja Santa Cruz
dos Militares.
4a. 1888. A rua era local de concentração da sede de diversos jornais e tipografias durante o Império: Jornal do Comércio, Cidade do Rio, Gazeta de Notícias, O Paiz, Diário de Notícias, entre tantos outros. Consta ser esta foto do dia da Libertação dos Escravos.
4b. Cerca de 1900. Esta era a sede do Jornal O Paiz, antes de se mudar para a Av. Central.
5. Sem data. Este é o final da Rua do Ouvidor visto do Largo de São Francisco de Paula.
7. 1909. Casa Botelho na esquina da Rua do Carmo. Vide indicações
nas calçadas para entender melhor. À esquerda em direção à Rua Primeiro
de Março.
8. Sem data. Estes
prédios foram abaixo para a passagem da Av. Central, portanto a foto é
anterior à 1904.
9. Cerca de 1890. Vemos ao fundo a Escola Politécnica no Largo de São Francisco.
9a. 1890. Trata-se do mesmo local da foto anterior.
9b. 1890.
9c. 1890. Águia de Ouro, moda feminina, infantil e variedades.
10. Cerca de 1890. Observar o típico lampião na fachada.
11a. 1939.
12. 1941. Trecho entre Av. Rio Branco e Rua da Quitanda
no sentido Rua Primeiro de Março.
12a. 1952. Incêndio em um velho sobrado entre a Rua do Mercado e a Travessa do Comércio.
13. Cerca de 1933. Esquina da Av. Rio Branco. O prédio em destaque ainda hoje existe onde funciona a Loja Borelli.
13a. Cerca de 1930. Idem.
13b. 1924. Destaque para o prédio da elegante Loja A Capital após modernização.
13c. 1942. Loja A Capital à esquerda (Av. Rio Branco, nº 102) e Perfumaria Carneiro (Rua Miguel Couto, nº 1) à direita.
14. 2019. Foto do autor.
15. Anos 50.
16. 1954.
16a. 1957.
17. 1961.
18. 1961. Para a direita é o sentido Rua da Quitanda. De chapéu, vemos o cantor e compositor Zé Keti (1921-1999).
18a. Final dos anos 50. Rua do Ouvidor ao chegar no Largo de São Francisco. No fundo vemos a lateral da igreja.
18b. 1957. Mesmo local anterior em outro ângulo.
22. 1954. Próximo à Rua da Quitanda, sentido Av. Rio Branco. À
direita vemos o prédio da Sul América Seguros e seu característico
relógio na fachada.
22a. Sem data. Portaria do prédio da Sul América Seguros localizada na esquina da Rua da Quitanda (à esquerda) com Rua do Ouvidor (à direita). Observar novamente o famoso relógio na fachada lateral, ainda hoje do mesmo jeito, pois o prédio foi tombado e a seguradora não ocupa mais este endereço há anos.
23. 1954. Fazer compras na Rua do Ouvidor já foi símbolo de status. Uma das várias lojas da Casa Olga, especializada em meias para senhoras, próximo à Av. Rio Branco.
24. Cerca de 1965. Esquina da Rua Gonçalves Dias.
24a. 1959. Movimento intenso no Natal.
25. Final dos anos 60. Esquina da Rua Gonçalves dias, sentido Rua
Uruguaiana.
26. Anos 70.
27. 1964. Ao fundo é possível que seja a Escola Politécnica no Largo de São Francisco.
28. 1968. Trecho próximo à Rua do Mercado.
29. 1973. Esquina da Rua
do Ouvidor (à esquerda, ao fundo) com Rua Primeiro de Março. O guarda de trânsito à direita
está próximo à Igreja Santa Cruz dos Militares, não visível.
30. Provável anos 70.












































