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quarta-feira, 29 de setembro de 2021

IPANEMA e LEBLON - Outras ruas, praças e locais

Rua Visconde de Pirajá 
 (antiga Rua 20 de Novembro)
 
1. Sem data. Bar 20 de Novembro visto ao fundo em meio a um grande areal. A via à esquerda é a atual Rua Henrique Dumont em direção à Lagoa. Este trecho de Ipanema com o passar dos anos ficou conhecido como "Largo do Bar 20". 
 
2. 1919. O mesmo trecho anterior.
 
3. 1957. Cruzamento da Rua Visconde de Pirajá com Rua Henrique Dumont por onde entra um bonde à esquerda da foto. É o mesmo trecho anterior conhecido como "Bar 20". Ao fundo é o sentido do Leblon.
 
 
4. Anos 20. Visão panorâmica de Ipanema. No canto inferior esquerdo estende-se a Rua Visconde de Pirajá no sentido Jardim de Alah.
 
 
5. Anos 70. Cruzamento com Rua Farme de Amoedo.
 
 
6. 1976. Cruzamento com Rua Montenegro. No fundo vemos a Paróquia de N. Sra. da Paz e o prédio do Cinema Pax.
 
7. 1996. Final das obras do Obelisco de Ipanema. Marco divisório entre os bairros de Ipanema e Leblon. O local é o mesmo cruzamento visto na foto 3. A "passarela", de gosto duvidoso, teve duração curta, pois atrapalhava mais do que embelezava. Foi removida em 2009, mas o obelisco continua.
 
  
8. Sem data. As Casas Gaio Marti tinham dois endereços na Rua Visconde de Pirajá: nº 414, próximo à Praça N. Sra. da Paz (à esquerda) e nº 447 (à direita).
 
 
9. Cerca de 1922. Residência localizada no nº 451 da atual Rua Visconde de Pirajá, na quadra entre Rua Maria Quitéria e Rua Garcia D'Ávila, onde hoje está uma agência do Banco Itaú.
 
 
10. Anos 70. A Sorveteria Morais também foi sucesso em Ipanema, numa época que a líder Kibon detinha a maioria dos consumidores. Fundada em 1936 numa lojinha na Rua Visconde de Pirajá, nº 484-B, quase na esquina da Rua Garcia D'Ávila, vendia produtos diversos de armazém, mas a criançada adorava os sorvetes artesanais de frutas feitos pela esposa do dono do estabelecimento, Sr. Morais. O sucesso foi tanto que a casa especializou-se neste tipo de guloseima. 
 
 
11. Anos 70. Sorveteria das Crianças nome pelo qual também ficou conhecida a Morais. Neste período a casa passou a vender seu delicioso sorvete de frutas exóticas na praia em carrocinhas e através de vendedores ambulantes. 
 
 
12. Anos 80. A Morais fechou as portas nesta década. Hoje no local existe uma famosa joalheria que modernizou o prédio sem derrubá-lo.
 
 
13. Anos 70. A poucos metros da Morais, na calçada do outro lado da mesma Rua Visconde de Pirajá, existiu um grande ponto de venda de rede da Lanchonete Bob's, tomando toda a esquina da Rua Garcia D'Ávila. A loja fast food permaneceu neste endereço durante mais de 50 anos até ficar reduzida de tamanho depois da chegada de uma loja Adidas de produtos esportivos.  
 
14. Cerca de 1970. As placas indicativas mostram a mesma esquina da foto anterior. Observar que o trânsito era ainda bem tranquilo já que não havia semáforo. A lanchonete Bob's fica na calçada atrás do fusca.
 
 
15. Outro estabelecimento neste mesmo trecho de Ipanema foi o Restaurante Zeppelin, localizado na Rua Visconde de Pirajá, nº 499, quase em frente a Sorveteria Morais. Inaugurado em 1937, ano em que o famoso dirigível alemão esteve no Rio de Janeiro, foi frequentado por uma clientela intelectual e artística considerada a nata carioca. Dizem que ali foi planejada a criação da Banda de Ipanema e o controverso Jornal O Pasquim na década de 60. Em 1968 o austríaco, dono do estabelecimento, vendeu-o ao empresário Ricardo Amaral, sem manter o mesmo nível anterior. Quatro anos depois o Zeppelin fechou definitivamente e hoje no local funciona um agência do Bradesco.  

16. Cerca de 1953. Cinema Astoria, inaugurado em 1942, na Rua Visconde de Pirajá, nº 595, próximo ao conhecido Bar 20.
 
 
17. Cerca de 1968. TV Excelsior, canal 2, ocupou o antigo prédio do Cinema Astória. Era a filial do Rio da mesma emissora de São Paulo. Entrou no ar em 1963 para concorrer com a pioneira carioca TV Rio e inovou em sua programação esportiva, humorística, musical e jornalística, além de séries de filmes famosos, conquistando um público fiel de telespectadores. Mas o canal teve vida curta por conta de dívidas assumidas, falta de patrocinadores, má administração, censura na programação e outros problemas que culminaram com o encerramento das atividades da emissora em 1970.
 
 
18. 1971. Após a saída da TV Excelsior do local, foi inaugurado o cinema Super Bruni 70. Foi um dos maiores cinemas da Zona Sul e também em sua sala de projeção se apresentaram diversas bandas de rock nacional. Em 1976 o cinema fechou as portas e o prédio foi demolido para dar lugar a um enorme prédio comercial denominado Palácio Astoria. 
 
19. 1936. Ed. Dourado, localizado na Rua Visconde de Pirajá, nº 571, entre a Rua Aníbal de Mendonça e Rua Henrique Dumont, portanto num dos trechos mais sofisticados de Ipanema. O prédio ainda existe, embora tenha sido modernizado e hoje conta com comércio de moda elegante em suas lojas do térreo. Ficava próximo ao extinto cinema acima citado.
 
 
20. Anos 70. Lanchonete Chaplin, localizada na Rua Visconde de Pirajá, nº 187, próximo à esquina da Rua Farme de Amoedo. Não descobrimos o ano de sua inauguração, mas decerto ocorreu em época anterior à chegada da rede Mac Donald's e durante a onda deste tipo de oferta de refeição ligeira a exemplo do Gordon, Rick e o pioneiro Bob's. Hoje existem 3 lojas voltadas para o ramo de alimentação no mesmo endereço.
 
 
21. 1953. Prédio (Ed. Palacete São Gabriel), ainda existente, localizado à Av. Visconde de Pirajá, nº 44, próximo à Rua Jangadeiros. 
 
22. Anos 60. Trecho não identificado da rua.
 
Rua Garcia D'Avila
 
23. 1928. Rua Garcia D'Ávila.

24. 1927. Mais casarões sendo construídos na rua.
 
25. Cerca de 1923.

26. 1950. Casarão existente na esquina da Rua Nascimento Silva. Construído em 1929 e demolido em 1977 para, no terreno, ser construído o Ed. Verônica (Rua Nascimento Silva, nº 416). No alto, ao fundo, vemos o Morro do Corcovado.
 
 
27. Anos 80. Company, a loja de moda jovem que marcou uma geração. Rua Garcia D'Ávila, nº 56.

Rua Nascimento Silva
 
28. 1930. Rua Nascimento Silva em esquina não identificada no sentido Morro do Cantagalo.
 
 
29. 1934. Rua Nascimento Silva em trecho indefinido.
 
 
30. 1945. Colégio Rio de JaneiroRua Nascimento Silva, nº 556. A imagem à direita é a arquitetura antiga do colégio. Chegou a ser considerado o maior educandário da Zona Sul. 
 
 
31. Provável anos 70. A instituição de ensino não existe mais. No local há um prédio residencial.
 
 
32. Anos 80. Trecho indeterminado.

Rua Redentor
 
33. Anos 60. Rua Redentor esquina com Rua Garcia D'Ávila. O prédio à direita continua no local, onde funciona atualmente um restaurante, nº 175 da via. A casa branca ao fundo tem endereço na Rua Garcia D'Ávila, nº 160. Sua configuração atual está bastante modificada onde funciona uma loja da Rede Hermés, tradicional comércio de bolsas, sapatos, malas e carteiras de luxo. A localização da Rua Garcia D'Ávila, vista aqui, tem o sentido praia para a direita e a Rua Redentor vai no sentido Rua Maria Quitéria para à esquerda.
 
34. Cerca de 1935. Rua Redentor esquina com Rua Aníbal de Mendonça. Observar o Morro Dois Irmãos na lateral direita para entender o posicionamento das vias. O casarão em destaque é o local onde funciona o Restaurante Gero Panini.
 
Rua Anibal de Mendonça
 
35. 1932. Casarão localizado na Rua Aníbal de Mendonça, quadra da praia. Demolido nos anos 90.

Rua Barão de Jaguaribe
 
 
36. Provável anos 30. Rua Barão de Jaguaribe, sentido Jardim de Alah.
 
Rua Prudente de Moraes 
 
37. 1923. Rua Prudente de Moraes esquina com Rua Maria Quitéria (à esquerda no sentido praia).
 
38. 1919. A Rua Prudente de Moraes deserta com o Lagoa ao fundo.
 
39. Anos 20. Casa sendo construída em terreno localizado na Rua Prudente de Moraes, em trecho indeterminado.
 
40. Anos 30. Casarão existente em frente ao Country Clube do RJ em terreno enorme. Hoje no local há um grande prédio de apartamentos (Ed. Marajoara, nº 814, antigo nº 668). Vide fotos a seguir.
 
41. Anos 30. Da mesma série anteior. 

42. Anos 30. Outra foto do mesmo casarão de pedra. Consta ter sido construído em 1936 e algum tempo depois adquirida pela família Gaspar, proprietária da Light.

43. Meados dos anos 40. Nesta panorâmica vemos assinalado o Ed. Marajoara, o primeiro arranha-céu de Ipanema. São 32 apartamentos de 3 quartos, distribuídos em 8 pavimentos.
 
44. 1967. Vemos o ponto de ônibus na Rua Prudente de Morais, próximo à velha Rua Montenegro (atual Rua Vinícius de Moraes). Notar na lateral direita o toldo do Bar Veloso, depois Bar Garota de Ipanema.

45. 1974. O ônibus trafega pela Rua Prudente de Moraes, acaba de atravessar a Rua Farme de Amoedo e segue no sentido Jardim de Alah.

46. 1923. Casa da rua em trecho indeterminado.
 
47. 1952. Outro trecho incerto da rua.

Rua Gomes Carneiro
 
48. 1923. Casarões existentes na Rua Gomes Carneiro. Trecho próximo à praia.

49. 1923. O mesmo trecho anterior visto por ângulo mais aproximado. Somente casas de luxo.

50. 1923. Detalhe de uma das luxuosas casas vista também na foto 11. A segunda a partir da esquerda.

51. Anos 30. Rua Gomes Carneiro sentido praia.

52. Elegante casarão situado na Rua Gomes Carneiro, nº 32, bem próximo à Av. Vieira Souto. É possível vê-lo nas fotos anteriores.
 
53. 1959. Rua Gomes Carneiro em profundidade no sentido Copacabana (Rua Francisco Sá). A esquina vista à direita é a Rua Canning e o bonde entrando à esquerda segue para a Rua Visconde de Pirajá.

54. Provável anos 40. É o mesmo trecho da foto anterior. Observar o prédio de dois andares  atrás do bonde e compar com a outra. Ele ainda hoje existe com o Restaurante Brasinha de Ipanema no térreo (Rua Gomes Carneiro, nº 112). Na lateral direita vemos a entrada da Rua Canning. 
 
Rua Farme de Amoedo 
 
 
55. Anos 70. Rua Farme de Amoedo com a Praia de Ipanema ao fundo.
 
56. 1971. Rua Farme de Amoedo provavelmente na esquina da Rua Visconde de Pirajá. Em profundidade é o sentido Lagoa.
 
Rua Barão da Torre
 
57. Anos 20. Residência do Sr. Manoel Alves Martins, fundador das Drogarias Brasileiras. Rua Barão da Torre, nº 657. A família morou aqui até 1940 quando o imóvel foi vendido para a Escola Brasileiro de Almeida. A casa foi demolida nos anos 1960 e no local foi construído o Ed. Bartor em 1970.
 
Av. Ataulfo de Paiva 

58. 1938. Av. Ataulfo de Paiva na esquina da Rua Cupertino Durão. O prédio à esquerda ainda está de pé.
 
59. 1958. Av. Ataulfo de Paiva, próximo à esquina da Rua Almirante Guilhem. Ao fundo vemos o prédio do Conjunto Habitacional dos Jornalistas, quase no Jardim de Alah.
 
60. 1967. Guarda controla o trânsito no cruzamento da Av. Ataulfo de Paiva com Rua Bartolomeu Mitre. Atrás dos ônibus à esquerda está a Praça Antero de Quental.
 
61. Anos 40. Av. Ataulfo de Paiva esquina com Rua General Artigas. O prédio baixo visto na lateral esquerda ainda existe, embora modificado. A foto provavelmente foi obtida de alguma janela do edifício ao lado da Confeitaria Rio-Lisboa.
 
  
62. 1959. Parte do recém construído Ed. Jardim de Alah, localizado na Av. Ataulfo de Paiva, nº 50. Ao fundo é visível a Pedra do Baiano, local onde atualmente existe o Shopping Leblon.
 
Rua General Artigas 
 
63. 1944. Casa de Saúde e Maternidade Leblon, localizada na Rua General Artigas, nº 1, ou seja, na esquina da Av. Delfim Moreira. Fundada em 1943 possuia excelentes acomodações para pacientes e modernos equipamentos médicos, além de serviço de ambulância domiciliar. Na década de 50 o hospital foi transferido para Botafogo e, alguns anos depois, demolido para dar lugar a um prédio de apartamentos.

64. 1951. Esta panorâmica revela que a casa de saúde ficava na calçada oposta ao Cinema Miramar, aqui em final de construção.
 
Rua Tubira
 
65. 1962. Esta foto foi tirada na Rua Tubira. Esta pequena via liga a Rua Adalberto Ferreira (atrás do fotógrafo) à Av. Bartolomeu Mitre (ao fundo), onde se vê um muro branco pertencente ao 8º Grupo de Artilharia de Costa, depois ocupado pelo 23º Batalhão da PM. Esta rua ao longo do tempo reuniu um comércio de oficinas de automóveis.
 
 Rua Almirante Guilhem 

66. Provável anos 30. Rua Almirante Guilhem, nº 127, casa da família Haegler. Observar na lateral esquerda o Morro Dois Irmãos. Não resistiu à especulação imobiliária e hoje, no local, ergue-se um luxuoso prédio residencial: Ed. Belmont Plaza.

Rua Adalberto Ferreira

67. Anos 60. Rua Adalberto Ferreira com a vista ao fundo da lateral do Hospital Miguel Couto, antes da abertura da Rua Mário Ribeiro ligando a Lagoa até a entrada do Túnel Acústico.
 
Av. Bartolomeu Mitre 
 
68. Cerca de 1940. Esta é a extinta Favela do Largo da Memória, localizada na região entre a Av. Visconde de Albuquerque, a Av. Bartolomeu Mitre e a Rua Capitão César de Andrade. É o local hoje do 23º Batalhão da Polícia Militar.

69. Mesma série anterior obtida provavelmente da Av. Bartolomeu Mitre com a câmera voltada em direção ao Morro Dois Irmãos, visto ao fundo, tal qual a de cima. Notar que a área não é plana o que combina com a inclinação existente na Rua Capitão César de Andrade e com alguns prédios do batalhão da PM construídos em nível mais elevado.
 
70. Outro aspecto da comunidade.

71. 1942. A favela foi incendiada propositalmente pelas autoridades municipais com apoio do Corpo de Bombeiros. Alguns dias antes, porém, os moradores foram "convidados" a se retirar para local mais apropriado, o Parque Proletário da Gávea, nas proximidades de onde hoje fica o  Planetário da Gávea e o estacionamento da PUC. Obviamente este parque também foi removido nos anos 70.
 
 
72. Anos 70/80. Vemos a Rua Bartolomeu Mitre (em diagonal) esquina com Rua Conde de Bernadote. No canto inferior direito está o começo da Rua Dias Ferreira. O posto de gasolina não mais existe. 
 
Rua Dias Ferreira 
 
73. Provável anos 50. Rua Dias Ferreira em trecho não identificado.
 
74. Sem data. Uma banda vindo pela Rua General Urquiza cruza a Rua Dias Ferreira.

75. Sem data. Pela posição do Morro Dois Irmãos ao fundo a imagem também é a Rua Dias Ferreira em local e data não determinados.
 
76. Esta é a antiga configuração da pequena Pizzaria e Sorveteria La Mole, localizada na Rua Dias Ferreira, nº 147, próximo à esquina da Rua Aristides Espínola. A primeira loja da rede começou a funcionar no Leblon em 1958 e sua cozinha, atendendo aos pedidos da clientela, diversificou o cardápio oferecendo outros tipos de massa e carnes variadas. O sucesso veio em ritmo veloz, a loja do Leblon cresceu e na década de 70 a rede se expandiu para a Barra da Tijuca. Hoje são 16 restaurantes espalhados pelos bairros do Rio e outras cidades do Estado no sistema de franquia, seis deles em grandes shoppings.

77. Cerca de 1970.
 
78. 1954. Este prédio de 3 andares ficava localizado na Rua Dias Ferreira, nº 15, próximo à esquina da Rua Ataulfo de Paiva, construído no começo dos anos 40. Nos anos 80 ele foi demolido e no local foi erguido um prédio de 12 andares. Em 1988 foi inaugurado o Leblon Inn Residence Service.

79. 1945. Foto mais ampla da mesma edificação anterior. Segundo pesquisamos, o compositor Dorival Caymi (1914-2008) morou no prédio com sua família. A localização exata é em frente de onde atualmente existe a Praça Cazuza.
 
Praça Antero de Quental
 
80. 1954. Praça Antero de Quental.

81. 1957. Outro flagrante da praça.
 
82. Anos 70. Crianças se divertem nos brinquedos da praça. Os prédios ao fundo estão na Av. Ataulfo de Paiva.
 
83. 2015. Aspecto geral da praça durante as obras da estação do Metrô. Foto obtida do alto de um prédio localizado na Rua General Urquiza. O cruzamento visto no centro da imagem é Av. Ataulfo de Paiva (interditada) com Rua Bartolomeu Mitre. Os quatro prédios citados na foto anterior são vistos aqui.
 
84. Anos 40. Paróquia Santa Mônica. A primeira capela foi fundada em 1931 voltada para a Av. Ataulfo de Paiva, nº 527. Em 1942, com a aquisição do terreno lateral, voltado para a Rua José Linhares, nº 96, construiu-se uma nova sede. Vinte anos depois, entre 1962-1969, houve a ampliação do templo antigo transformando-o no que existe atualmente.

85. A construção primitiva da igreja. Confrontar com a foto anterior.

86. Anos 60. Esquina da Av. Ataulfo de Paiva com Rua José Linhares, do outro lado de onde fica a Paróquia Santa Mônica. Estas construções foram demolidas e no terreno foi erguido um enorme prédio comercial (Central de Compras Leblon, nº 566) com galeria em "L" ligando as duas vias citadas. No canto superior esquerdo, atrás da árvore, fica o Bar Bracarense (Rua José Linhares, nº 85). Notar ainda os belos mosaicos na calçada.
 
87. Antigo casarão existente na Av. Ataulfo de Paiva, nº 102, próximo ao cruzamento da Rua Afrânio de Melo Franco.

88. 1966. Trecho não identificado da Av. Ataulfo de Paiva. Ônibus elétricos (trolleys) trafegavam na contramão de modo idêntico ao que ocorria no tempo dos bondes. Aliás este novo meio de transporte público na cidade teve duração efêmera (1962-1971) desde sua implantação.
 
Rua Afrânio de Melo Franco
 
89. 1986. Scala Rio, localizado à Rua Afrânio de Melo Franco, nº 296. Famosa casa de espetáculos e bailes de carnaval de propriedade do mega empresário da noite carioca Chico Recarey. O empreendimento foi inaugurado em 1982 e encerrou as atividades em 2010 por decisão judicial. À sua direita ficava o Teatro Casa Grande (nº 290, hoje parte integrante do Shopping Leblon) e, à esquerda, a Paróquia dos Santos Anjos (nº 300). 

90. 1984. Baile do Gala Gay durante o carnaval, sucesso promovido pela casa de espetáculos. Além desse ainda havia o Baile do Vermelho e Preto, igualmente muito badalado. Hoje o Scala não está mais no Leblon.
 
91. 1951. Cinema Leblon, ano de sua inauguração. Localizado na Av. Ataulfo de Paiva, nº 391-A, esquina da Rua Carlos Góis. A casa suportou a pressão por 64 anos até sucumbir à especulação imobiliária em 2015. No local foi construído o Centro Empresarial Luiz Severiano Ribeiro preservando a fachada do cinema mas todo modernizado no interior acrescido de salas comercias no segundo andar. A promessa é que o cinema volte a funcionar.

92. 1970. Em cartaz: "Não Aperta, Aparício".
 
93. 1969. Em cartaz "Se Meu Fusca Falasse".

94. 1975. O cinema já foi duplicado. Em cartaz "A Vingaça de Milady".

95. Visão recente extraída do Google Maps. O centro empresarial já entregue, embora não haja indícios de inauguração da sala de projeção.
 
96. Anos 70. Uma animada turma sentada na calçada da Casa Clipper, localizada na esquina da Av. Ataulfo de Paiva com Rua Carlos Góis (nº 243). No canto superior esquerdo vemos a porta lateral de saída do Cinema Leblon. A banca de jornais existe ainda hoje. Vide foto 32 em ângulo semelhante.

97. Provável década de 60. Esquina da Av. Ataulfo de Paiva com Rua João Lira. Ao fundo ficava uma loja da antiga rede de Supermercado Disco, inaugurada em 1954. Obviamente não existe mais e no local há um gigante prédio comercial (Top Leblon) com lojas no andar térreo. Av. Ataulfo de Paiva, nº 669.
 
 
98. A melhor pizza do Leblon era, e ainda é, servida na Pizzaria Guanabara, localizada na esquina da Rua Ataulfo de Paiva, nº 1.228, com Rua Aristides Espínola.  Fundada em 1964 ficou famosa por permanecer aberta até de madrugada no chamado "baixo Leblon", trecho de muita boemia e cheio de histórias. 
 
 
99. 1986. Embora mais recente, o Restaurante Real Astoria também fez fama próximo ao local da pizzaria, pois ficava no outro lado da avenida (nº 1.235). A galera jovem já havia aderido ao estilo "em pé e copo na mão".
 
 
100. Anos 70. Luna Bar e Restaurante, situado na Av. Ataulfo de Paiva, nº 980, próximo à Rua General Venâncio Flores. Reduto de artistas e boêmios do "baixo Leblon", marcou toda uma geração. A exemplo de outros bares famosos da época, atendia os clientes em ambiente mais descontraído em espaço tomado da calçada e no salão. No fundo havia outra área mais reservada para aqueles que preferiam um local menos agitado. Aberto em ? e fechado nos anos 90. No local foi construído o Ed. Leblon Business Center, hoje com duas agências bancárias no térreo. 
 
 
101. Foto contemporânea a anterior em noite movimentada com toldos levantados.
 
 
102. Anos 70. Restaurante e Bar Jobi, localizado na Av. Ataulfo de Paiva, nº 1.166, próximo à Rua Rainha Guilhermina. Aberto em 1956 ainda existe nos dias atuais com uma clientela super fiel. Especializado em chopp gelado e petiscos para a turma que sai da praia com fome ou para aqueles que começam a noite. Para aumentar sua área de atendimento também avançou sobre a calçada de pedestres. Repaginado, ganhou a fama de melhor "pé limpo do Rio". Ainda rivaliza com o Bar Bracarense (Rua José Linhares, nº 85, vide foto ?) no mesmo bairro. Infelizmente não encontramos fotos antigas deste tradicional bar na web.
 
Rua Timóteo da Costa
  
102a. 1974. Clube Federal do RJ. Vista privilegiada no Alto Leblon, nº 988 da rua.
 
Rua Professor Artur Ramos 
 
103. Provável anos 50. Esquina da Rua General Urquiza (no canto inferior esquerdo) com Rua Professor Artur Ramos (em diagonal). Na casa vista na parte baixa da imagem funcionou o Restaurante Fellini até há pouco tempo.
 
Rua General Venâncio Flores 

104. 1929. Grupo de casa da Rua General Venâncio Flores, antiga Rua Dr. Azevedo Lima. Notar no alto o Morro Dois Irmãos.
 
Rua José Linhares 
 
105. Anos 70. Antigo Supermercado Sendas, hoje Pão de Açúcar, situado na bifurcação da Rua José Linhares (à esquerda) e Rua Conde de Bernadote (à direita).

106. Foto recente extraída do Google Maps do mesmo local da imagem anterior. 
 
 
107. Provável anos 80. Um dos bares mais famosos da Zona Sul ainda é o Bracarense, ou "Braca" para os íntimos. Rua José Linhares, nª 85.
 
Rua Leblon 

108. Anos 40. Minúscula Rua Leblon. Pouco conhecida, ela é considerada um local de muita tranquilidade no centro de uma região cercada de edifícios altos e modernos na quadra da praia. São apenas 17 casas, lado a lado, das quais apenas 3 são tombadas e não podem ser modificadas num dos endereços mais sofisticados do Brasil. Os moradores conseguiram o fechamento da rua com portões e somente eles e seus visitantes entram, portanto foi transformada em vila particular. Sua localização privilegiada fica entre a Rua General San Martin e a Av. Delfim Moreira (altura do nº 200), próximo à Rua Afrânio de Melo Franco. Todas as casas são voltadas para uma estreita rua.
 
109. 1962. A vila e suas belas casas. Seu nome oficial é Rua Oswaldo Goeldi, embora seja mais conhecida por Rua Leblon. As pouquíssimas casas que por vezes encontram-se à venda alcançam cifras exorbitantes.

110. Nesta foto, talvez da mesma sequência anterior, o fotógrafo está no interior da vila com sua câmera voltada em direção à Praia do Leblon.
 
111. 1948. Casa da família Escobar.
 
Rua Alberto de Campos 

112. Provável anos 60/70. Rua Alberto de Campos esquina com Rua Farme de Amoedo.
 
113. Cerca de 1976. Rua Alberto de Campos próximo à esquina da Rua Gorceix (à esquerda, fora da foto).
 
114. 1953. Vemos a confluência da Rua Alberto de Campos (à direita) com Rua Almirante Saddock de Sá (à esquerda). O fotógrafo está de costas para a Rua Joana Angélica.
 
Rua Vinícius de Morais
(antiga Rua montenegro) 
 
 
115.  1928. Rua Vinícius de Morais. Trecho entre Rua Alberto de Campos e Rua Sadock de Sá com visão da Lagoa ao fundo. 
 
 
116. 1927. Residência do Sr. Adolpho Lisboa à Rua Montenegro, nº 31, quase esquina com Rua Prudente de Moraes. No local hoje existe o Ed. Super Star, construído em 1976. 
 
 
117. Cerca de 1922. Mais uma residência da rua em trecho não identificado. Jardim na frente e quintal atrás.
 
 
118. Anos 70. Rua Montenegro (em profundidade no sentido da Rua Visconde de Pirajá) esquina com Rua Barão da Torre. 
 
119. Anos 60. Não podemos encerrar esta postagem sem mencionar o famoso Bar Garota de Ipanema, localizado na Rua Montenegro, nº 49 (atual Rua Vinícius de Morais), esquina com Rua Prudente de Moraes. Inaugurado em 1949 com o nome de Café e Bar Montenegro, embora fosse mais conhecido como Bar do Veloso, nome do proprietário à época. Em 1967 o bar foi vendido e o novo dono alterou sua denominação para a atual em função de ter sido o local onde os compositores Tom Jobim e Vinícius de Morais criaram a música mundialmente famosa "Garota de Ipanema" em 1962.

 
120. 1972. Clima descontraído regado à chope gelado após a praia. Tradição carioca há anos.

 
121. Anos 70. Época em que o "Garota" dividia a clientela com o não menos famoso Castelinho.
 
122. Anos 70. 
 
123. 1974.

124. 1978. Local de muita gente bonita e constante badalação à uma quadra da praia mais charmosa do Rio.

125. Anos 80. O bar existe ainda hoje e tornou-se informalmente patrimônio boêmio da cidade.
 
 
126. 1980. A Rua Montenegro alterou sua denominação para Rua Vinícius de Morais em homenagem ao grande poeta, autor da famosa canção. Até o prédio onde se situa o bar alterou seu nome para Ed. Garota de Ipanema. O fotógrafo está sob o toldo do famoso bar.
 
127. 1986. Helô Pinheiro (1943-?), a eterna garota de Ipanema, com sua filha  de 17 anos, Kiki Pinheiro.
 
128. Cerca de 1990.  

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