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sexta-feira, 20 de março de 2020

AV. RIO BRANCO - Trecho III (da Rua Buenos Aires a Rua Sete de Setembro)

 Esquina da Rua Buenos Aires
 
1. Sem data. As indicações mostram o ponto de partida do trecho desta postagem. Trata-se de uma região com diversos prédios famosos, portanto muito fotografada. Veio a se tornar um dos lugares mais sofisticados da Av. Central, concentrando um comércio variado e ao mesmo tempo fino. Imagem sentido Cinelândia.

2. Sem data. À esquerda o lado ímpar da Av. Central com alguns prédios indicados. O primero prédi e o local da Casa Garcia, esquina com Rua Buenos Aires.

 3. 1908.

4. Sem data. 
 
 
5. 1928. Esquina da Rua Buenos Aires no canto inferior direito. Observar que a igreja já ostenta sua torre sineira.
 
 6. Cerca de 1915. À esquerda fica a esquina da Rua da Alfândega.

7. Cerca de 1920.
 
8. Nºs 99-101. A esquerda fica a Rua Buenos Aires. Este prédio é visto na foto anterior.
 
9. 1905. Os tapumes vistos, à direita, cercam a Igreja N. Sra. da Conceição e Boa Morte situada, lateralmente, com entrada pela Rua do Rosário a seguir. Depois desta rua vemos a próxima quadra ocupada pela Loja "Ao Primeiro Barateiro" que se estendia até a confluência da Rua do Ouvidor com a diagonal Rua Miguel Couto (antiga Rua dos Ourives). Observamos, ainda, que o prédio do Jornal do Brasil ainda não é visto, embora possa estar em construção. No lado ímpar da avenida, à esquerda, diversas obras estão em andamento.
 
 
10. 1907. O prédio (Casa Garcia) com as duas cúpulas arredondadas fica entre as Ruas Buenos Aires e Alfândega.

11. 1914. Jornal do Brasil, ao fundo, um marco na região. No lado oposto da calçada as torres dos prédios da Casa Colombo e do Jornal do Comércio, ambos na esquina da Rua do Ouvidor.
 
12. 1922.

13. 1927.
 
14. 1923. No canto inferior direito está a esquina da Rua Buenos Aires. 

Esquina da Rua do Rosário
 
 
15. 1909. O prédio do Jornal do Brasil em fase final de construção. Ao fundo, conforme indicado, na esquina da Rua Sete de Setembro, o prédio do Jornal "O Paiz".
 
 
16. 1925. Ângulo oposto, ou seja, com a câmera voltada no sentido Praça Mauá. As pessoas atravessam a Rua do Rosário, bem na esquina próxima da porta da Igreja N. Sra. da Conceição e Boa Morte. Na lateral direita vemos a esquina da Rua Buenos Aires e o prédio da Casa Garcia.

 
17. 1905. Várias construções em andamento.

 
18. 1905.
 
19. 1907. 

20. 1922. Aqui é possível ver uma das portas de entrada da igreja, na extrema esquerda.
 
21. Sem data. Café Persa em final de construção, situado na esquina da Rua do Rosário, pelo lado ímpar. Apesar do nome, vendia-se de tudo um pouco ali: bebidas, refeições, frutas frescas e artigos para fumantes. Rivalizava com seu vizinho do outro lado da calçada, o Bar "A Sympatia", na atração dos boêmios locais. O Café Persa resistiu até os anos 50. Hoje há um enorme prédio comercial, nº 103 da avenida.
 
22. Sem data.
 
23. Café Persa, nºs 103-105. À direita fica a Rua do Rosário.

24. 1909. 
 
25. Anos 50. Muitos prédios da primeira geração da avenida não existem mais, todavia o Café Persa ainda resiste na lateral direita.
 
26. Sem data. Não confundir o prédio da Guinle & Cia. com a sede localizada no nº 2 na mesma avenida, próximo à Praça Mauá.

27. 1907.
 
28. Guinle & Cia., nº 107-109. À esquerda fica a Rua do Rosário.
 
29. Sem data. Da esquerda para a direita: Café Persa, Guinle & Cia., Casa Colombo e Jornal do Comércio. Maravilha arquitetônica num só quarteirão, entre Rua do Rosário e Rua do Ouvidor, pelo lado ímpar da Av. Central.
 
30. Anos 20.

31. 1910. Pintura sem autoria.
 
32. 1914. Pintura sem autoria mostra o Café Persa ao fundo construído no estilo neo mourisco eclético e, à esquerda, o portão principal da Igreja N. Sra. da Conceição e Boa Morte voltado para a Rua do Rosário, esquina com Rua Miguel Couto (antiga Rua dos Ourives). Um ângulo pouco comum.

33. 1912. Igreja N. Sra. da Conceição e Boa Morte. Visão completa de sua entrada principal voltada para a Rua do Rosário. Anos depois uma torre sineira seria agregada à parte frontal.

34. Sem data. Visão aproximada do famoso Restaurante "A Sympathia" que funcionava na parte lateral da igreja voltada para a Av. Central. Muitos poderão estranhar um bar numa igreja, mas a fachada deste lado é falsa, apenas decorativa, as janelas acima não se abrem. A igreja, embora reduzida de tamanho, foi preservada durante a abertura da Av. Central e sua fachada lateral foi adaptada ao estilo mais neoclássico da nova avenida.
 
35. A lateral "falsa" da igreja. Nº 88-94 da avenida, onde se localizava o Bar Sympathia (loja da lateral esquerda, nº 88-90).
 
36. 1939. O Bar "A Sympathia" funcionou ali até 1990, tornando-se ao longo dos anos, ponto de encontro de intelectuais, empresários, artistas, comerciantes e cidadãos comuns. Com suas mesas de palhinha na calçada, dividindo espaço com os transeuntes, era local preferido na hora do almoço, um chope após o expediente ou um simples café no balcão. Hoje no local funcional uma loja de vestuário masculino.

37. 1959. No fundo a esquina da Rua do Rosário.
 
38. Provável anos 80. Notar a numeração na parede externa do bar: 92.

39. Cerca de 1980.
 
40. Provável anos 80.
 
41. Provável anos 70. Ao fundo é possível identificar o letreiro, sob a marquise, da Casa Piano, famosa casa de câmbio, quase na esquina da Rua Buenos Aires.
 
42. Provável anos 70. Os mesmos clientes vistos acima.
 
43. Carnaval de 1920. Nessa época, na loja vizinha ao Bar A Sympathia, funcionava a Gravataria Rio Branco. Ao longo dos anos o bar se expandiu para lá.
 
 Esquina da Rua do Ouvidor

44. Sem data. Prédio do Jornal do Comércio, localizado na Av. Central, nºs 117-123, esquina da Rua do Ouvidor.

45. 1906. Aí também funcionou a sede da Cia. Paulista de Seguros conforme pode ser visto no alto à esquerda.
 
46. 1941. Ao fundo vemos a entrada do prédio do Jornal do Comércio. Confrontar com a imagem anterior. Na calçada está escrito "A Capital" nome da loja que ficava nesta esquina.

47. Provável anos 40.
 
48. Provável anos 40/50. O cruzamento da Rua do Ouvidor. A Loja A Capital vista no canto superior direito fica em sua esquina. Na parte central da pista ainda há vestígios das "ilhas" que tinham postes e árvores.
 
49. Sem data. Casa Colombo e Jornal do Comércio. Entre ambos está a Rua do Ouvidor.

50. 1926. Aproximação da fachada da Casa Colombo.
 
51. Casa Colombo em sua versão original. À direita fica a Rua do Ouvidor. Nº 111-115. Com entrada também pela Rua do Ouvidor, nº 110-114.

52. 1912. Propaganda da Casa Colombo com os dizeres: "Nos armazéns da Casa Colombo, encontra-se de tudo o que diz respeito a artigos para homens, senhoras, meninos e meninas, desde o mais barato ao mais fino".

53. Sem data. Imagem abrangendo grande parte do lado ímpar da avenida, entre Rua do Rosário e Rua Sete de Setembro (não visível, mais à direita). As indicações mostram os prédios clássicos do local, entretanto ao ampliar a foto observamos outros detalhes: antes do Jornal do Comércio há o prédio da Seguradora A Equitativa com letreiro no topo e, um pouco mais à direita, outra construção com toldos nas janelas onde funciona a Academia de Línguas.
 
54. Detalhamento do prédio da Seguradora A Equitativa após acréscimo de pavimentos e modificações da fachada. 

55. 1935. Em destaque o prédio da Cia. Adriática de Seguros, que veio suceder a antiga Seguradora A Equitativa. À esquerda vemos parte do prédio do Jornal do Comércio.

56. 1926. Aqui temos a continuação dos prédios à direita da foto 21: Academia de Línguas, Bazar Estamboul e São Paulo Cia. de Seguros de Vida. Nos andares térreo temos temos: Casa Bazin (à esquerda) e Casa Lohner (no centro).
 
57. Prédios nº 125 (Seguradora Equitativa em sua versão original) e nº 127 (Casa Mozart/Bazar Estamboul).
 
58. Prédio nº 129-131, onde funcionou a Academia de Línguas e Casa Bazin.
 
59. 1933. Lojas Calçado Polar. Av. Rio Branco, nº 131. 
 
 
60. Prédio nº 133, onde funcionou a Cia. São Paulo de Seguros de Vida, a Casa Bazin e Casa Lohner no térreo e outros estabelecimentos vistos na foto (Camisaria Franceza, Instituto Comercial, Bordemaye&Rossi, Projecto dos Mesmos). 

61. Cerca de 1908. Jornal do Comércio recém inaugurado.
 
62. 1906. 
 
 
63. Cerca de 1906. Sentido Cinelândia, visto da esquina da Rua do Ouvidor. Pela posição da imagem, esta foto parece ter sido tirada de uma janela frontal do prédio da Loja "Ao Primeiro Barateiro".
 
64. 1919. 
 
65. 1926.

66. Provável anos 20.
 
67. Sem data. Novamente os quatro clássicos da região.

68. 1918. Aproximação do Magazine Colombo.

69. Sem data. Calçada no lado par da avenida. A câmera está voltada na direção à Cinelândia. Da direita para a esquerda vemos a Igreja N. Sra. da Conceição e Boa Morte e o Bar "A Sympatia" (com toldos na esquina), a entrada da Rua do Rosário, a Loja "Ao Primeiro Barateiro", a entrada da Rua do Ouvidor e, no meio da outra quadra, a moderna sede  do Jornal do Brasil. 
 
70. Cerca de 1912. O fotógrafo está de costas para a Rua Buenos Aires, vendo-se a esquina da Rua do Rosário no primeiro cruzamento.
 
71. 1910. Carnaval.

72. 1907. Tomada em direção à Praça Mauá. À esquerda, em diagonal, a Rua Miguel Couto (antiga Rua dos Ourives) e o prédio da famosa Loja de confecções "Ao Primeiro Barateiro", com endereço a Av. Central, nºs 96-100.

73. Sem data. Esta esquina era considerada pelos cariocas como o local mais chic da cidade devido ao comércio extremamente variado no entorno. No prédio visto à esquerda, esquina da Rua do Ouvidor, funcionou por muitos anos a Loja "A Capital".
 
74. 1904.

75. Cerca de 1905. Na extrema direita está a Igreja N. Sra. da Conceição e Boa Morte.
 
76. Anos 10. 

77. Provável anos 20.

78. Sem data. Café Persa em construção, à direita, na esquina da Rua do Rosário. O mesmo ocorrendo com o prédio da Guinle&Cia. Notar, ainda, que a Casa Colombo, não ostenta seu característico espigão no topo, resultado de uma expansão posterior sofrida.
 
79. 1919.
 
80. Sem data. Um dos trechos mais fotografados da avenida.

81. 1904. A avenida ainda não havia sido inaugurada.
 
82. 1904. Pelos detalhes observados, trata-se de fotografia tirada na mesma ocasião anterior.
 
83. Sem data. 
 
84. 1918. Vemos a Igreja de N. Sra. da Conceição da Boa Morte, na esquina da Rua do Rosário.
 
85. Dia 15/11/1905. Rara fotografia da inauguração da Av. Central na "agulha" da Rua dos Ourives (atual Rua Miguel Couto). Chovia na ocasião.

86. 1905. Pouco antes da avenida ser inaugurada. Notar que os operários trabalham apressadamente no acabamento final - colocação de postes, alinhamento da calçada, plantação das árvores e limpeza das pistas, ao mesmo tempo em que vários prédios estão em construção.
 
87. Prédios nºs 104 e 102. Eles estão visíveis na foto anterior. À direita fica a Rua do Ouvidor.
 
88. 1906. A Loja "Ao Primeiro Barateiro" vista lateralmente.

89. Na parte mais alta, voltada para a avenida, podia-se ler "Ao 1º Barateiro", "Fazendas e Armarinho", "Modas e Confecções", "Rodrigues, Mayrinck & Compª".
  
90. 1906. 

91. 1905.
 
92. 1904. Foto provavelmente obtida de alguma das duas janelas da Loja "Ao Primeiro Barateiro" voltada para o lado oposto. No canto inferior direito fica a Rua Miguel Couto e um pouco mais acima a entrada da Rua Ouvidor, com a loja "A Capital" na esquina. Notar na lateral oposta da Av. Central a quantidade de construções em andamento.

93. 1914. É o mesmo local da foto anterior onde a sociedade se reunia regularmente para eventos diversos, na calçada da loja "A Capital". À direita está a Rua do Ouvidor.
 
94. 1906. Loja "Ao Primeiro Barateiro" e a Igreja de N. Sra. da Conceição, cercada por tapumes, ainda esta sendo adaptada ao novo alinhamento da avenida, com sua fachada lateral falsa.

95. 1906. O primeiro Carnaval na nova avenida.
 
96. 1910. Carnaval.

97. 1933. Em frente à Loja Ao 1º Barateiro ficou instalada durante anos a estátua do Pequeno Jornaleiro. Esta foto mostra o dia da inauguração.

98. 1938.

99. 1939. Em 1996 a escultura foi transferida para a Rua Sete de Setembro entre a Av. Rio Branco e a Rua Gonçalves Dias, onde ficou até 2016. Após permanecer três anos em depósito público voltou, em 2019, a ocupar seu local de origem.
 
100. 1946. Período eleitoral.

101. Sem data. Aqui vemos atrás da estátua o letreiro da famosa Perfumaria Carneiro que funcionou durante anos no térreo deste prédio, ainda existente, na esquina da Rua do Ouvidor.
 
102. Anos 50.

103. 1912. Tomada em direção à Cinelândia, no lado par da Av. Central. Os prédios mais conhecidos desta quadra são: a já citada sede do Jornal do Brasil, a Associação dos Empregados do Comércio, o Clube de Engenharia e, por fim, após a Rua Sete de Setembro, a sede do Jornal O Paiz.
 
104. Anos 50. Esta foto colorizada mostra a mesma quadra acima. Na lateral esquerda, abaixo da árvore, identifica-se a torre do Hotel Avenida. O único prédio da primeira geração neste trecho é o prédio do Jornal do Brasil, visto na parte central da imagem.

105. 1970.

106. Cerca de 1906.
 
107. Cerca de 1911.

108. 1910. Tomada em sentido oposto com indicações a partir da Rua Sete de Setembro.

109. 1906. Observamos à esquerda os prédios do Jornal O Paiz e do Clube de Engenharia, ambos na esquina da Rua Sete de Setembro (antiga Rua do Cano). Mais adiante vemos as estruturas da construção do Jornal do Brasil e a ausência do prédio da Associação dos Empregados do Comércio. A esquina vista no canto inferior direito é a Rua da Assembleia e, mais acima, a parte alta do prédio do Cine Odeon também visto nas fotos 51, 52 e 53. (sair daqui - é trecho IV)
 
110. Cerca de 1905. O prédio do JB em início de construção à direita. 

111. Anos 10. A sede do Jornal do Brasil (nº 110), prédio mais alto da América Latina.
 
112. Este belo prédio ficava no lado direito do Jornal do Brasil. Ele pode ser visto nas fotos anterior e 30. No térreo funcionava a famosa Confeitaria Castellões, nº 106-108.

113. Sem data. Preferida da época, a Castellões é vista aqui, aproximada, em horário de intenso movimento. Foi aberta em 1847 na Rua do Ouvidor, mas fechou em 1905. No ano seguinte foi reinaugurada na Av. Central e rapidamente alcançou grande sucesso entre jornalistas, escritores, políticos, pessoas da alta sociedade e até mesmo membros da Família Real. No final de 1915 a casa fechou e a clientela transferiu-se para a Confeitaria Colombo, alí bem perto.
 
114. 1928.
 
115. 1920. Além da sede do JB, no prédio ainda funcionava a Cia. Comércio e Navegação - CCN.

116. Provável anos 20.
 
117. Prédios nºs 116 e 114 da avenida. Localizados entre a Associação dos Empregados do Comércio e a sede do Jornal do Brasil. Podem ser vistos nas três fotos anteriores. No primeiro funcionou o pequeno Cinema Pathé.
 
118. Anos 30. O gigantesco prédio do Jornal "A Noite", na Praça Mauá, superou em altura a sede do JB.

119. Anos 60. Pouco antes de ser demolido, parecia pequeno ao lado de seus vizinhos. Em seu lugar foi construído o prédio moderno, de 43 andares, Ed. Conde Pereira Carneiro. Observar a descaracterização que a construção sofreu ao longo dos anos com o acréscimo de "puxadinhos" laterais à torre.
 
120. Sem data. Detalhe da entrada do prédio do jornal.

121. 1908. Outro ícone do local foi o prédio da Associação dos Empregados do Comércio-AEC. Nºs 118-120 da avenida, inaugurado em 1909 e demolido em 1939.

122. O projeto da fachada foi de autoria do renomado arquiteto espanhol Adolpho Morales de los Rios, já consagrado em obras de notáveis prédios na cidade como o Museu Nacional de Belas Artes, o Centro Cultural de Justiça Federal e o Palácio São Joaquim.
 
123. Cerca de 1910. Observar a numeração das lojas: 118 (Casa Limonges) e 120 (Bazar Japão).

124. 1918. No lado esquerdo da associação vemos um prédio menor onde funcionava a Casa Arthur Napoleão (nº 122), que vendia e alugava instrumentos musicais, partituras e músicas de todos os países.

125. 1918. Detalhe aproximado da Sorveteria Alvear, no térreo da AEC. Local de encontro da elite carioca.
 
126. Anos 40. Esta é a nova sede da AEC inaugurada em 1942. Há uma galeria no térreo que se estende até a Rua Gonçalves Dias, nº 40.

127. Prédio nº 122, Casa Arthur Napoleão, localizado entre o Clube de Engenharia (à esquerda) e a Associação dos Empregados do Comércio (à direita). Fundada em 1868, funcionou antes na Rua dos Ourives (até 1877) e Rua do Ouvidor (até 1910). Esteve na Av. Rio Branco até a década de 50 quando a loja deixou de existir e o prédio foi demolido para erguer-se no local um grande edifício comercial (Ed. Avenida Rio Branco).
 
128. Sem data. O Clube de Engenharia, na esquina da Rua Sete de Setembro.
 
129. Cerca de 1909. O Ed. do Jornal do Brasil ainda não foi inaugurado.
 
130. Cerca de 1912. Av. Central, nºs 124-126.
 
131. Sem data. Foto obtida da calçada ímpar da Av. Rio Branco com a câmera voltada para o prédio do Clube de Engenharia. Parece ser Carnaval.

132. 1910. Capa da Revista Fon-Fon. É uma aproximação do prédio do Clube de Engenharia, onde vemos além das belas estátuas posicionadas na fachada, a Casa Hermanny no térreo. Embora tenhamos pesquisado, nada encontramos sobre este antigo comércio do local.
 
133. Sem data.
 
134. 1918. Multidão se aglomera diante do Clube de Engenharia em comemoração ao fim da 1ª Grande Guerra. Notar que a loja citada na foto anterior deu lugar à Casa Vieira, nº 126 da avenida.

135. 1919. Na loja do térreo já funcionava outro tipo de comércio: Joalheira A Nacional.
 
136. Cerca de 1910. Um fotografia ampliada revela aspectos do cotidiano em frente ao prédio do Clube de Engenharia.
 
137. 1920. Capa da Revista Fon-Fon.

138. 1926. Um curioso posto de guarda de trânsito no cruzamento da Rua Sete de Setembro.

139. 1957. No final dos anos 40, o prédio foi demolido e construído o atual Ed. Edison Passos.
 
140. Anos 50. Observar à esquerda o citado Ed. Edison Passos na esquina da Rua Sete de Setembro. Na sequência está o prédio da Associação dos Empregados do Comércio (nº 120).

141. 1914. Entre a Associação dos Empregados do Comércio e a sede do Jornal do Brasil havia dois prédios baixos, de menor importância, contudo um deles merece atenção. É visto no centro desta foto, trata-se do Cine Pathé, o "Pathezinho", localizado no nº 116 da avenida desde 1912. O cinema foi inaugurado em 1907 no nº 147-149 do outro lado da avenida. Permaneceu aqui até 1926, quando finalmente transferiu-se para a Praça Floriano (Cinelândia).
 
142. Cerca de 1920. Outra foto do cinema onde se identificam os retratos da fachada: o Rei Alberto I da Bélgica, o "Rei Soldado", e sua esposa, a Rainha Elizabeth. O casal esteve em visita oficial ao Rio de Janeiro.
 
143. O prédio pertencia ao Comendador Manuel Ferreira Serpa (vide seu nome na fachada), cujo projeto data de 1905. À sua direita, vide foto anterior, está o prédio dos Srs. Costa Pacheco & Cia.
 
144. 1918. Calçada movimentada diante do cinema. Em cartaz o western "Sangue de Fidalgo", estrelado por Tom Mix. Cinema ainda era a maior diversão.

145. 1926.
 
146. 1922.

147. Ilustração. Atravessando a Rua Sete de Setembro neste mesmo lado par da calçada, encontramos este lindo prédio da sede do Jornal O Paiz.
 
148. Sem data. O prédio, ainda com tapumes, em fase final de construção, nº 128-132.
 
149. Sem data. Jornal O Paiz e Clube de Engenharia margeando a esquina da Rua Sete de Setembro.

150. Sem data. Mais uma maravilha da arquitetura neoclássica da época. Sua torre era vista à distância de vários pontos do centro.

151. Cerca de 1905. A sede do jornal em final de construção. Os dois outros prédios vistos são: Casa Barbosa Freitas & Cia. e Loja de Madame Rosenvald.

152. 1918. A lateral do prédio do jornal foi ornamentada com uma bandeira norte-americana após a vitória dos aliados sobre a Alemanha na 1ª Grande Guerra.
 
143. O prédio de Madame Rosenvald em foto de baixa qualidade, nº 134 da avenida, local onde funcionou o Cinema Kosmos por curto espaço de tempo (1910-11).
 
144. 1913. Notar a quantidade de pessoas em momento de descontração sentada na calçada dos cafés.

145. Sem data. Foto colorizada realçando os detalhes da construção. Av. Central, nº 128.
 
146. Cerca de 1909. O Hotel Avenida está em cosntrução na extrema esquerda.

147. Sem data.

148. Um ângulo em direção à Cinelândia. Já é possível observar os fundos do Teatro Municipal e, mais a frente, o torreão do Hotel Avenida, lançado em 1911.
 
149. Anos 20.

150. 1905, ano da inauguração da Av. Central, no sentido Cinelândia. No quarteirão entre Rua Sete de Setembro e Rua do Ouvidor há inúmeras obras em andamento, em ambos os lados. Aparentemente apenas a construção do prédio do Jornal O Paiz, ao centro, está em fase final. 

151. Cerca de 1906. À direita vemos os tapumes da obra de construção do Clube de Engenharia.
 
152. Cerca de 1908.  Na lateral esquerda vemos o Hotel Avenida, após a Rua São José, ainda em construção.
 
153. 1910.

154. 1922. Dia de evento na avenida ao lado do jornal.
 
155. 1918. Multidão em busca de notícias em frente à redação do jornal.

156. 1930. Após a ascensão de Getúlio Vargas à Presidência da República, uma manifestação popular, diante da sede, ateou fogo ao prédio, destruindo-o. O jornal fazia campanha contra Vargas e foi fechado, selando seu destino.

157. Sem data. Anos depois foi erguido o prédio que mais tarde seria a sede da Generali Seguros. Esta imagem no sentido Praça Mauá, mostra a construção nova do local, a esquina da Rua Sete de Setembro, o velho prédio do Clube de Engenharia, a antiga Associação dos Empregados do Comércio e a sede do Jornal do Brasil (atrás de um prédio da nova geração).
 
 
158. Provável anos 40. No térreo do novo prédio houve, por algum tempo, um agência da cia. aérea de origem alemã Lufhansa. Hoje, no local, funciona uma loja de jóias da rede H.Stern. Av. Rio Branco, nº 128.

159. Anos 10. Na mesma esquina, pelo lado ímpar da Av. Central, havia o belo prédio onde funcionava, no andar térreo, o antigo Cinematógrafo Odeon (à esqueda). Ampliando a foto é possível ver o letreiro da loja à direita "Casa das Fazendas Pretas".

160. 1910. Evento da posse do Presidente Marechal Hermes da Fonseca (1855-1923) em dia chuvoso na avenida.  

161. 1915. Há cartazes de filmes diante da entrada. O estilo eclético na arquitetura da época predominou na maior parte das construções.
 
162. Sem data. Observar no último andar a sede da Cia. A Mutualidade Goytacaz. Seria no mesmo dia da anterior?
 
163. Prédio nº 135-139. À direita está a Rua Sete de Setembro.
 
164. Sem data. Multidão em dia de estréia.

165. 1918.
 
166. Anos 10. Identificações:
1) Prédio da Guinle&Cia;
2) Magazine Colombo;
3) Prédio do Jornal do Comércio; e
4) Prédio do Cinematógrafo Odeon. 

167. 1918. Comemoração da vitória dos Aliados pondo fim à 1ª Grande Guerra.

168. Sem data. Aproximação da portaria do cinematógrafo. Localização: Av. Rio Branco, nº 135.
 
169. 1928. Primeira banca de jornais da cidade, em frente ao Cine Odeon.  
 
170. 1955. Após sua demolição, foi construído, em 1929, o atual Ed. Guinle. O primeiro a ter uma galeria comercial integrada à portaria com duas entradas, pela Av. Rio Branco e pela Rua Sete de Setembro. O antigo cinema transferiu-se para a Cinelândia e lá permanece ainda hoje.
 
171. 1972. Antiga loja do Café Palheta, localizada no térreo do Ed. Cordeiro Guerra, nº 143. Café grátis!

172. Foto aérea provavelmente da metade dos anos 20. Indicações:
1) Magazine Colombo (esquina da Rua do Ouvidor);
2) Jornal do Brasil;
3) Associação dos Empregados do Comércio;
4) Clube de Engenharia;
5) Jornal O Paiz;
6) Sul América Seguros (Rua da Quitanda, esquina com Rua do Ouvidor);
7) Correios e Telégrafos (Rua Primeiro de Março, em frente à Rua Buenos Aires);
8) STF (Rua Primeiro de Março, esquina da Rua do Rosário);
9) Igreja Santa Cruz dos Militares (Rua Primeiro de Março, esquina da Rua do Ouvidor);
10) Igreja da Ordem Terceira de N. Sra. do Monte do Carmo (em frente à Praça 15); e
11) Ed. Guinle.

173. Sem data. Fechando esta postagem apresentamos uma panorâmica, possivelmente clicada do alto do prédio do Jornal do Brasil em direção à Praça Mauá. Destacamos: à esquerda, a Rua Miguel Couto (antiga Rua dos Ourives) em diagonal com a Av. Central; o prédio da loja de confecções "Ao Primeiro Barateiro" bem na "agulha" da Rua Miguel Couto onde se encontra com a Rua do Ouvidor; atrás desta, a Igreja de N. Sra. da Conceição e Boa Morte, parcialmente encoberta, voltada para a Rua do Rosário. Pelo lado direito da foto, o prédio baixo do Café Persa, na esquina da Rua do Rosário; a Guinle&Cia, do outro lado desta esquina; o Magazine Colombo já na extrema direita; e, entre as duas torres destes dois últimos, a cúpula da Igreja da Candelária ao fundo.

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