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sábado, 6 de junho de 2020

AV. TREZE DE MAIO

1. Anos 20. Aqui vemos todo o entorno da Av. Treze de Maio (antiga Rua da Guarda Velha). É importante destacar que esta via antigamente estendia-se até o Largo da Carioca e não somente até a Av. Almirante Barroso (antiga Rua Barão de São Gonçalo). Clique na imagem para ampliar e observar os pontos assinalados e descritos abaixo:
1) Teatro Municipal;
2) Biblioteca Nacional;
3) Museu de Belas Artes;
4) Igreja Anglicana;
5) Praça Floriano (futura Cinelândia);
6) Teatro Lírico;
7) Imprensa Nacional;
8) Largo da Carioca;
9) Hotel Avenida;
10) Hotel Palace;
11) Teatro Fênix;
12) Joquei Clube e Derby Clube;
13) Clube Naval;
14) Liceu de Artes e Ofícios;
15) Chafariz da Carioca;
16) Hospital da Ordem Terceira da Penitência;
17) Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência;
18) Rua Evaristo da Veiga;
19) Av. Treze de Maio;
20) Rua Araújo de Porto Alegre;
21) Av. Almirante Barroso;
22) Av. Rio Branco;
23) Rua da Ajuda;
24) Conselho Municipal.

Imprensa Nacional

2. 1886. Imprensa Nacional, nº 7 da foto 1.

3. Inaugurado pelo imperador D. Pedro II em 1877 o prédio, em estilo manoelino, foi a primeira sede construída especialmente para este fim. Foram três anos de obras.

4. Sem data. Ao fundo vemos o Teatro Lírico (fotos 15 a 20a).

5. 1893. Vemos, conforme indicado, as escadas ao lado do prédio da Imprensa Nacional que davam acesso ao Morro de Santo Antônio. Na extrema direita observamos parte da lateral do Chafariz do Largo da Carioca.

6. Sem data.

7. A esquina vista à esquerda é a Rua Bittencourt da Silva. Todo o casario visto deste lado (vide fotos 18, 19 e 20) foi derrubado para a expansão do Liceu de Artes e Ofícios que passou a ocupar todo o quarteirão (Av. Rio Branco/Av. Almirante Barroso/Av. Treze de Maio). Para que o visitante entenda o local correto a que estamos nos referindo, este trecho é hoje os fundos da antiga sede da Caixa Econômica Federal voltados para o Largo da Carioca. Conforme mencionado na foto 1 a Av. Treze de Maio terminava neste exato local.

8. Cerca de 1904.

9. Cerca de 1900. Observar as estátuas na fachada.
 
9a. Imagem obtida de cartão postal circulado no primeiro decênio do século XX. É curioso notar a palmeira neste canto do prédio sempre presente nas fotografias aqui expostas.

9b. Cerca de 1935. Notar, no fundo à esquerda, que o Teatro Lírico já foi demolido e a existência de alguns prédios altos na região da Cinelândia.
 
10. Imagem em ângulo oposto às anteriores. À esquerda localiza-se a extinta Rua de Santo Antônio, entre os prédios da Imprensa Nacional e o Teatro Lírico.
 
10a. Sem data. Mesmo ângulo da foto anterior.
 
11. 1925. Ocorre um cortejo fúnebre. Observar à esquerda a sede do Jornal O Globo. Na loja abaixo funcionou a Livraria Freitas Bastos.

12. Interessante imagem da Imprensa Nacional em primeiro plano pouco antes do começo de sua demolição. À esquerda vemos o Hotel Avenida de fundos, o torreão do Liceu de Artes e Ofícios, acima deste a parte traseira do Teatro Municipal e  no centro ao fundo a torre do relógio do prédio da Mesbla. Por fim, à direita, o Ed. da Ordem Terceira, construído na década de 30 e demolido para as obras do metrô do largo nos anos 70.

13. 1938. O começo da derrubada.

14. A Imprensa Nacional foi abaixo para proporcionar o alargamento da Av. Treze de Maio. No fundo à direita vemos o prédio do Liceu Literário Português (visto também na imagem anterior) situado até hoje no mesmo local: Av. Almirante Barroso, próximo à Rua Senador Dantas. Nesta época o Morro de Santo Antônio ainda não havia sido demolido para dar passagem à atual Av. Chile em direção à Rua do Lavradio.


14a. 1938. Visão oposta as duas anteriores da demolição do prédio. À direita o Liceu de Artes e Ofícios e no canto inferior esquerdo o terreno antes ocupada pelo Teatro Lírico

Teatro Lírico

15. 1910. Teatro Lírico, item 6 da foto 1.

16. 1917. A construção data de 1871 como Teatro Imperial D. Pedro II,  entretanto 1890 foi renomeado Teatro Lyrico. No local, desde 1857, havia o Circo Olympico.

17. 1918. Alguns historiadores consideravam-no como o melhor teatro da cidade até 1909 quando foi inaugurado o Teatro Municipal, bem próximo.

17a. Sem data. Rara fotografia vendo-se o Teatro Lírico à esquerda seguido da Imprensa Nacional, itens 6 e 7 da foto 1. À direita o antigo Liceu de Artes e Ofícios (vide fotos 21 e 22).

18. Sua capacidade de público era de 2.500 lugares entre cadeiras de plateia e camarotes em três classes.

19. À esquerda a antiga Rua Barão da São Gonçalo, atual Av. Almirante Barroso.

19a. Sem data. Rua da Guarda Velha, nº 7.
 
19b. Sem data.
 
19c. O teatro ao fundo visto em imagem rara. A foto foi obtida da altura da antiga Câmara Municipal, atual Palácio Pedro Ernesto. À direita vemos a lateral do Teatro Municipal voltada para a Av. Treze de Maio e no alto o Convento e Igreja de Santo Antônio e a Igreja de São Francisco da Ordem Terceira da Penitência.

20. 1934. Início da demolição, portanto antes mesmo do prédio da Imprensa Nacional, visto aqui na extrema direita. O plano inicial era construir no local a sede da Caixa Econômica Federal, o que acabou não acontecendo. A área se transformou então em um grande estacionamento de automóveis diante da Estação de Bondes do Largo da Carioca, o qual ficou conhecido como "Tabuleiro da Baiana".

20a. Em 1937 o terreno do teatro foi ocupado provisoriamente por um estacionamento.

  Liceu de Artes e Ofícios

21. 1885. Liceu de Artes e Ofícios e Sociedade Propagadora das Belas Artes, nº 14 da foto 1, face voltada para o prédio  da Imprensa Nacional (nº 7 da foto 1). A instituição de ensino foi fundada em 1856 pelo Comendador Francisco Joaquim Bittencourt da Silva.

22. 1900. As duas instituições de ensino transferiram-se em 1878 para o prédio onde funcionava a Secretária do Império, mas por falta de recursos as oficinas somente começaram a funcionar em 1889.
 
22a. Sem data. Sua exata posição era em frente ao Teatro Lírico (vide foto 17a). Atualmente o liceu funciona na Rua Frederico Silva, nº 86, atrás do Ed. "Balança mas não cai".
 
 
23. 1905. A partir de 1911 o Liceu passou por uma série de melhorias com criação de novas oficinas profissionalizantes e cursos. Além disso ocorreu a expansão de seu terreno com a incorporação de imóveis através de doações, fazendo com que sua área abrangesse todo o quarteirão (vide comentários da foto 7). Em 1916 a ala do complexo voltada para a Av. Rio Branco foi inaugurada (vide nº 14 da foto 1).
 
23a. Sem data. Esta foto, em ângulo raro, ao que tudo indica é a Av. Treze de Maio no trecho do Liceu, visto na lateral esquerda. A carroça puxada a burros ao fundo está na Rua Barão de São Gonçalo, atual Av Almirante Barroso. O Teatro Lírico, fora da foto, está na direita. Vide foto 19.
 
Outras imagens

24. 1924. Ao fundo vemos o monumento ao Marechal Floriano sito à praça do mesmo nome (Cinelândia). É possível ainda identificar o antigo STF. No alinhamento das construções à direita há um relógio na fachada que identifica o local onde se instalou o Cordão do Bola Preta. Clique na imagem para ampliar ainda mais.

25. 1941. Sede do Cordão do Bola Preta. Atrás deste, no alto, vemos o prédio do Liceu Literário Português, cuja portaria está voltada para a Av. Almirante Barroso.

26. 1941. Imagem em ângulo oposto a anterior. Estas edificações antigas foram demolidas para a construção do Ed. Municipal (nº 13 da avenida) e do Ed. Darke (nº 23). Ambos ainda existentes. Na extrema direita visualiza-se o letreiro do mesmo prédio do Bola Preta, citado antes.

27 1941. Sequência das duas fotos anteriores. Ao fundo vemos o Convento de Santo Antônio e, mais abaixo, parte da cobertura do "Tabuleiro da Baiana", ampliando a foto.
 
27a. 1941. Casa Miranda, esquina com Rua Evaristo da Veiga (à esquerda). O letreiro de propaganda no alto da construção é visto ao fundo da foto 26.
 
27a. Anos 60. Um bonde prepara-se para entrar no "Tabuleiro da Baiana" cuja cobertura é possível identificar no canto superior direito da imagem. Do lado esquerdo do bonde, ao fundo, está o Teatro Municipal. O prédio na extrema esquerda (Ed. Liberdade), nº 44, desabou em 2012, levando consigo seus dois vizinhos: Ed. Colombo, nº 38, e Ed. Treze de Maio, nº 40. As causas foram atribuídas a reformas internas que comprometeram a estrutura. Desde então, a prefeitura da cidade está exigindo vistoria predial, de cinco em cindo anos, em todas construções.
 
28. Anos 60. Aqui é possível ver os dois grandes prédios citados na foto 26. Comparar com fotos 24 e 26.
 
29. 1977. A via somente para pedestres. Hoje a calçada da extrema esquerda tornou-se via secundária com estacionamento.
 

sexta-feira, 5 de junho de 2020

LARGO DA CARIOCA - Chafariz e arredores

1. 1850. Esta linda tela de Eduard Hildebrandt mostra de perfil o chafariz situado no Largo da Carioca (antigo Campo de Santo Antônio). Erguido em mármore entre 1834-1848 e demolido em 1926. Antes deste, outros dois chafarizes (1723 e 1820) foram feitos no local que traziam as águas do Rio Carioca para serem transportadas por escravos para as residências da região.
 
 
2. 1794. A versão primitiva do chafariz.
 
3. 1860. Iconografia de Carlos Linde.
 
4. Cerca de 1870.
 
5. 1893. O portão visto de frente leva às escadas de acesso ao Convento de Santo Antônio e a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência.

6. Sem data.

7. O Largo da Carioca é considerado por muitos o "coração" da cidade, muito embora o desenvolvimento urbano tenha sido ao redor do Morro do Castelo. À direita vemos parte do Hospital da Ordem Terceira da Penitência, inaugurado em 1763 pelos irmãos da Ordem Terceira e o mais importante dos hospitais até então.
 
8. Cerca de 1900. Eram 35 bicas, dispostas lado a lado, acessíveis a população.
 
9. Anos 10. Aqui temos uma boa ideia das bicas do chafariz. À esquerda, na então Rua Treze de Maio, vemos o belíssimo prédio da Imprensa Nacional e no alto o Morro de Santo Antônio. Clique na imagem para ampliar os detalhes do chafariz.
 
10. As águas do Rio Carioca nascem na Floresta da Tijuca percorrendo várias regiões da cidade. Um de seus braços foi encanado desde o Morro de Santa Tereza (antigo Morro do Desterro) descendo até o Aqueduto da Carioca (depois Arcos da Lapa) chegando até a chamada Fonte da Carioca, que deu origem ao nome do logradouro. No local havia 35 bicas para abastecer a população, tanques para lavar roupas, bebedouro para animais e uma casa de banhos anexa para os mais abastados.

11. 1925. Era normal, portanto, numa cidade sem água canalizada, que o chafariz fosse bastante frequentado e onde o comércio variado ao redor tomasse propulsão. Nesta imagem vemos diversos veículos parados próximos ao chafariz. A via à esquerda é a antiga Rua da Guarda Velha, atual Av. Treze de Maio.

12. 1925. O chafariz já foi desativado.
 
13. 1913. A antiga estação de bondes localizada entre o prédio da Imprensa Nacional e os fundos do chafariz, ao lado da escadaria de acesso ao Convento de Santo Antônio. Vide foto anterior.

14. 1913. Visão dos fundos, por onde entravam os bondes.

15. 1897. Grande movimentação de pessoas em direção ao chafariz.

16. Sem data. Observar a casa de banhos existente ao lado do chafariz.

17. Cerca de 1900. A via ao lado do chafariz é a atual Av. Treze de Maio (antiga Rua da Guarda Velha) que na época terminava aqui. À esquerda, onde vemos um quiosque, está a Rua Bittencourt da Silva (antiga Rua Santo Antônio) e o casario visto na sequência foi todo demolido para a construção do Hotel Avenida, pouco depois da abertura da Av. Central. Por fim concluímos, pelo formato circular feito pelos trilhos de bonde, que no largo fazia-se o retorno do itinerário.

18. Cerca de 1890.
 
19. Cerca de 1890. Pelos detalhes observados, é possível que seja o mesmo dia da foto anterior.

20. Cerca de 1905.
 
21. Cerca de 1900.

22. 1904. Vemos à direita o Hospital da Ordem Terceira da Penitência e um bonde duplo fazendo o retorno no largo.

23. 1885, Bondes por tração animal e elétricos dividindo os percursos.

24. 1895. Assim como nas imagens anteriores, há um movimento intenso e constante de pessoas e transportes. 
 
25. 1898. 

26. 1906. No canto inferior direito a esquina da Rua da Carioca (antiga Rua do Piolho). Observar ainda que as demolições do casario na lateral do chafariz já estão em curso. O fotógrafo está de costas para a Rua Uruguaiana (antiga Rua da Vala).

27. Cerca de 1906. O Largo da Carioca ganhou uma praça circular dotada de uma fonte além de observamos o prédio do Hotel Avenida sendo construído à esquerda do chafariz.

28. Cerca de 1911. Nesta captação o Hotel Avenida já foi concluído. O velho casario visto à esquerda situa-se entre a Rua São José e a Rua da Assembleia.
 
29. 1914.

30. Cerca de 1910. Acima do Hotel Avenida vemos a parte superior do Palace Hotel em obras. Observar no centro do largo um lampadário, o qual anos depois seria substituído pelo relógio atual.

31. Sem data. Muito embora esta foto não apareça o chafariz, é interessante observá-la pois trata-se da entrada da Galeria Cruzeiro situada no Hotel Avenida voltada para o Largo da Carioca.
 
32. Começo dos anos 20. Vemos a nova edificação erguida no local onde havia o hospital. Acima e à esquerda do chafariz identificamos a parte alta do Teatro Municipal visto de fundos.


33. Sem data. Por este ângulo é possível observar a torre de fundos do Liceu de Artes e Ofícios que ocupava todo a quadra e hoje abriga a antiga sede da Caixa Econômica Federal. À esquerda o Hotel Avenida e à direita parte da lateral do chafariz.

34. 1926. O chafariz está sendo demolido para facilitar o trânsito entre a Av. Treze de Maio (antiga Rua da Guarda Velha) e a Rua Uruguaiana (antiga Rua da Vala).

35. 1926. Aos poucos apenas vestígios sobraram do concorrido chafariz de 35 bicas. Um novo projeto paisagístico estava reservado para o Largo da Carioca.

36. 1926. Fiéis sobem as escadas improvisadas em direção à igreja, em meio aos destroços.

37. 1926.
 
38. Sem data. Encerramos esta postagem com esta tela de Gustavo Dall'Ara.