1. 1939. A estação de bondes do Largo da Carioca começou a operar em 1937 como parada obrigatória para os bondes que vinham da Zona Sul e a para lá voltavam. Ocupava a quadra inteira entre a Av. Treze de Maio e Rua Senador Dantas, diante do prédio do Liceu Literário Português, único erguido na ocasião. Este local foi escolhido pelos administradores de trânsito em virtude da existência do Morro de Santo Antônio onde terminava a Av. Almirante Barroso.
1a. 1937. Em construção.


1b. 1937. Observar no alto, ao fundo, os prédios do Clube Naval, do Jóquei Clube e Teatro Municipal. Na lateral direita o Liceu Literário Português.
2. Anos 40. Vemos ao fundo o Morro de Santo Antônio. Ele seria quase que totalmente demolido até o final dos anos 50 para a abertura da Av. República do Chile. O prédio visto lá no alto é o local onde funcionou a extinta Polícia Especial, (1932 - 1960), tropa de elite da Polícia Civil.
3. 1952. A arquitetura simples da estação composta de uma laje suportada por dezoito pilares finos dispostos em três fileiras de seis dava-lhe uma aparência de tabuleiro. A criatividade do carioca logo a apelidou de "Tabuleiro da Baiana", nome que rapidamente se tornou popular.
3a. Cerca de 1964.
3b. À esquerda a Av. Treze de Maio e na extrema direita a Rua Senador Dantas. Pela primeira os bondes oriundos da Zona Sul chegavam e pela segunda eles retornavam.
4. 1958. Era comum nas estações de bonde ter os espaços superiores ocupados por painéis publicitários. Observar no alto em primeiro plano uma das laterais do prédio do Liceu de Artes e Ofícios e atrás o Ed. Marquês do Herval (local do antigo Hotel Palace). Bonde da linha 13 (Ipanema) parado na estação.
5. Cerca de 1960. Vemos a Av. Treze de Maio onde um bonde começa a contornar a esquina para entrar na estação. O prédio ao lado é o Ed. Itu (nº 47), erguido em 1957.
5a. Cerca de 1956. Av. Treze de Maio em profundidade sentido Cinelândia.
5b. Anos 50. O bonde está entrando no Tabuleiro da Baiana, vai parar para embarque e desembarque de passageiros e seguirá rumo à Zona Sul, entrando pela Rua Senador Dantas, do outro lado. Ao fundo está o Largo da Carioca e um grande estacionamento de carros.
6. 1958. Observar a quantidade de cartazes emporcalhando o local. No fundo à direita a Av. Treze de Maio. Bonde da linha 2 (Laranjeiras) parado na estação.
6a. 1959.
7. 1958. Dia de forte chuva. A foto foi obtida a partir da esquina da Rua Senador Dantas. Observar o hidrante na calçada submersa. Ao fundo identificamos o Convento de Santo Antônio visto de perfil e, mais à direita, o Ed. Ordem Terceira em cujo térreo havia a estação de bondes para Santa Teresa.
7a. Cerca de 1962. Observar, ao fundo, o Ed. Av. Central já entregue e o da Caixa Econõmica, seu vizinho em construção. O "Tabuleiro" está sendo utilizado como ponto final de ônibus.
8. Provável anos 50. Bonde da linha 4 (Praia Vermelha) parado na estação.
9. Anos 50. Notem a quantidade de propaganda sobre o teto da estação.
10. Provável anos 50. Bonde da linha 2 (Laranjeiras).
10a. 1963.
10b. Anos 50. Um bonde da linha 3 (Águas Férreas) parado na estação provavelmente numa madrugada. Notar o trabalho frenético de jornaleiros preparando a dobradura dos cadernos da versão matutina antes de colocá-los expostos à venda. Esta atividade era muito comum na época e exigia muita rapidez. Ao que me consta não havia jornal por assinatura nem entrega domiciliar neste período.

11. 1941. Obras de urbanização no Largo da Carioca diante do "Tabuleiro". Lembramos ao visitante que esta área livre até meados dos anos 30 era ocupado pelo Teatro Lírico e a Imprensa Nacional.
11a. 1942. Em primeiro plano vemos o estacionamento formado no Largo da Carioca com o "tabuleiro" ao fundo. Na extrema esquerda está o Liceu de Artes e Ofícios na esquina da Av. Almirante Barroso e, no centro da imagem, está a Av. 13 de Maio em profundidade até a Cinelândia. Lá é possível identificar o belo prédio do antigo STF, hoje Centro Cultura da Justiça Federal.
11b. 1949.
12. Anos 50. Como de costume no centro do Rio qualquer área livre transformava-se num imenso estacionamento. No fundo à direita a torre do relógio do prédio da Mesbla (lançado em 1934), na Rua do Passeio.
12a. 1956. Foto panorâmica do largo. A Av. Treze de Maio é vista em profundidade em direção à Cinelândia no meio da imagem. Reparem no movimento de pessoas e a quantidade de automóveis estacionados, tal qual visto antes.
12b. Provável anos 50. Bonde de Santa Teresa passando no largo em direção à estação localizada embaixo do Ed. da Ordem Terceira (fora da foto, à esquerda). Os entulhos vistos aqui são decerto da demolição do Morro de Santo Antônio.
13. Provável anos 40. À esquerda observamos o Hotel Avenida e o Liceu de Artes e Ofícios. Entre ambos está a pequenina Rua Bittencourt da Silva, onde hoje existe uma entrada/saída da Estação Carioca do Metrô, entre o Ed. Av. Central e a antiga sede da Caixa Econômica Federal.
13a. Anos 40.
13b. 1956. Vemos o "Tabuleiro da Baiana" no canto inferior esquerdo. e no alto o Mosteiro de Santo Antônio e a Igreja da Ordem Terceira da Penitência. O Morro de Santo Antônio parece em processo de demolição.
13c. 1959. Foto obtida do alto do Ed. Marquês do Herval. Em primeiro plano vemos o Liceu de Artes e Ofícios e, no alto, as obras em curso do arrasamento do Morro de Santo Antônio. À direita destas, identifica-se parte do Convento de Santo Antônio e, no canto inferior esquerdo, o final da Av. Treze de Maio e o "Tabuleiro da Baiana".
14. 1954. Tudo indica que ainda estamos em um momento antes do término do desmonte do Morro de Santo Antônio. Ao fundo, onde vemos árvores, está a entrada da Rua Senador Dantas.
14a. 1955. A
construção ao fundo, sobre o Morro de Santo Antônio, será demolida
dentro de poucos anos para a passagem da Av. República do Chile.
15. Cerca de 1960.
16. Anos 60. Imagem panorâmica do trecho ocupado pela estação de bondes. Ao que tudo indica o Morro de Santo Antônio já foi demolido tendo em vista a completa urbanização do largo. Vemos ao fundo a Av. Treze de Maio e à esquerda o prédio do Liceu de Artes e Ofícios.
17. Provável anos 60.
18. 1958. Em primeiro plano as escadas da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência tendo ao fundo o "Tabuleiro da Baiana".
20. Anos 60. A larga Av. República do Chile já foi aberta ao trânsito. Em breve começarão a construção dos principais pontos de referência do local: Banco Nacional de Habitação - BNH, Banco de Desenvolvimento Econômico - BNDE, Petrobrás e Catedral Metropolitana do RJ. E com o final da utilização dos bondes como meio de transporte público o "Tabuleiro da Baiana" foi demolido em 1968, deixando o aspecto da via como se fosse continuação da Av. Almirante Barroso.
20a. Anos 50. Havia uma passagem subterrânea para pedestres sob a Av. Treze de Maio. Segundo consta, em jornais da época, não era muito utilizada. Na foto anterior podemos ver que a saída era ao lado do "Tabuleiro". A mulher vista nesta foto está olhando o trânsito de veículos oriundo da Rua Uruguaiana para atravessar a Av. Treze de Maio sem usar a passagem subterrânea.
21. Anos 60.
22. 1967. Provavelmente o "tabuleiro" já foi desativado e aguarda sua demolição, o que ocorreria no começo do ano seguinte.
23. Cerca de 1967. Imagem captada de helicóptero.
24. 1970. Encerramos a postagem com esta foto mostrando um aglomerado de carros parados em um sinal de trânsito no exato local onde havia o Tabuleiro.

































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