Próximo à Rua Soares Cabral
1. Cerca de 1890. Observar o Rio Carioca correndo ao lado da via, à esquerda. Ao fundo o Morro do Corcovado.
2. 1910. O Rio Carioca já foi canalizado no subsolo. O bonde desce a rua e traz escrito no letreiro "A. Férreas", antigo nome do bairro Cosme Velho.
3. 1906. Vemos a entrada da Rua Soares Cabral sobre o canal do Rio Carioca.
4. 1983. O prédio à esquerda parece ser o mesmo, embora com modificações.
5. 1922. Casarão localizado na Rua Soares Cabral.
6. Sem data. Trecho compreendido entre Rua Soares Cabral e Rua Leite Leal. Ao fundo o Morro do Corcovado.
Instituto de Surdos e Mudos
7. 1915. Instituto de Surdos e Mudos (atual Instituto Nacional de Educação de Surdos - INES), localizado na Rua das Laranjeiras, nº 232, após a esquina da Rua Soares Cabral, na outra calçada.
8. 1922. O instituto passou a ocupar o local em 1867, contudo após a demolição do antigo prédio de 1856, construiu-se, entre 1913-15, o atual em estilo neoclássico muito semelhante ao Museu Nacional de Belas Artes, na Cinelândia. Entre 1937 e 1942 passou por longa reforma, quando foram construídos o elevador, o ginásio, o auditório e o segundo e terceiro andares.
8a. Sem data.
9. Cerca de 1920. Rua General Glicério (antiga Rua Aliança).
10. Sem data. Companhia de Fiações e Tecidos Aliança, fundada em 1880 na Rua General Glicério (antiga Rua Aliança). Chegou a ser uma das maiores do Brasil em seu ramo contando com mais de dois mil empregados. Em 1938 fechou as portas e no seu local foi construído nos anos 40 um conjunto residencial denominado Jardim Laranjeiras.
11. Sem data. A fábrica trouxe grande desenvolvimento para o bairro, fazendo surgir os primeiros comerciantes, vilas operárias e bondes elétricos.
11a. Sem data. Portão de entrada.
12. 1958. À direita está a entrasa sa Rua Prof. Ortiz Monteiro.
12a. 1967. Desabamento do morro na junção das Ruas General Glicério, Belisário Távora e Cristóvão Barcelos. Dois prédios e uma casa vieram abaixo com 120 vítimas fatais.
Grande Hotel Metrópole
13. 1897. Rua das Laranjeiras, nº 519, após a Rua General Glicério, onde atualmente funciona uma loja do supermercado Princesa e a Igreja Cristo Redentor.
13a, 1902. Rio Carioca passando a céu aberto diante do hotel
13b. Cerca de 1925. O luxuoso hotel foi demolido no final dos anos 30.
13c. Sem data.
Trechos não identificados
14. Anos 20.
14a. 1908. Canalização do Rio Carioca.
14b. Sem data.
Clube Hebraica
15. Anos 50. Rua das Laranjeiras, nº 346, próximo à Rua Alice. Fundado em 1952.
Esquina com Rua Leite Leal
15a. Sem data. Casarão existente na esquina da Rua das Laranjeiras com Rua Leite Leal.
16. 1959. Rua das Laranjeiras, nº 291. Encerrou suas atividades em 1972 quando já não mais ocupava este imóvel. O local hoje é ocupado por uma Concessionária da VW (Distac), perto da Rua Leite Leal.
Maternidade Escola da UFRJ
17. Sem data. Rua das Laranjeiras, nº 180, antiga Maternidade de Laranjeiras.
Consulado da Itália
18. Sem data. Rua das Laranjeiras, nº 154, ao lado do Viaduto Engenheiro Noronha (sentido Túnel Santa Bárbara). Foi demolido em 1974 para dar lugar a um edifício residencial.
Próximo à Rua Gago Coutinho
19. Anos 50. O bonde 2 desce a Rua das Laranjeiras em direção ao Largo do Machado. Na extrema direita um veículo aguarda na Rua Gago Coutinho.
19a. 1964. Ao fundo fiaca o portão de entrada do Parque Guinle.
19b. 1938. Rua das Laranjeiras esquina com Travessa Euricles de Matos (à esquerda, fora da foto). Hoje há um posto Ipiranga neste local.
Parque Guinle
20. Sem data. Palácio Laranjeiras, residência oficial do Governador do Estado do Rio de Janeiro. Construído em 1914 e tombado pelo INEPAC. A família Guinle ocupou o imóvel até 1947 quando foi vendido ao governo federal. Fica localizado no interior do Parque Eduardo Guinle, à Rua Paulo César de Andrade, nº 407.
21. 1968. O Parque Guinle visto do alto. Entrada pela Rua Gago Coutinho.
21a. Anos 50. Lago do parque.
21b. Provável anos 60.
Rua Ipiranga
22. 1903. Ao fundo vemos uma construção em formato circular, trata-se de uma antiga Praça de Touros, localizada próxima à Rua das Laranjeiras.
23. 1905.
24. 1903. A Rua Ipiranga no sentido oposto, ou seja, ao fundo cruza a Rua Paissandu.
24a. 1926. Ao fundo o Morro Azul.
24b. Cerca de 1930. Antigo Asilo das Órfãs da Sociedade Amantes da Instrução, atual Instituto João Alves Affonso, localizado na Rua Ipiranga, nº 70. O prédio, também conhecido por Palacete Ipiranga, foi construído em 1829 e tombado pelo IPHAN em 1972.
24c. 1955. Atualmente oferece ensino gratuito a cerca de 200 crianças carentes em tempo integral.
Praça São Salvador e arredores
26. Anos 20. Observar, à direita, o chafariz no centro da praça, ainda hoje no mesmo local. À esquerda passa a Rua São Salvador.
26a. Sem data. Ed. Presidente Vargas, construído em 1952 na Praça São Salvador, nº 59.
27. Anos 70. O fotógrafo está de costas para o Corpo de Bombeiros.
28. 1968. Ao fundo passa a Rua Esteves Júnior.
29. 1935. Casarão existente na esquina da Rua Esteves Júnior com Rua Senador Corrêa (à direita). O fotógrafo está de costa para a praça. No local hoje existe a Escola Municipal Senador Corrêa.
29a. 1971. Escola Municipal Senador Corrêa. Rua Esteves Júnior, nº 42.
29b. Anos 60. Aspecto da feira livre ao redor da praça. Este trecho é o lado oposto ao quartel do Corpo de Bombeiros. Todas as construções vistas permanecem no local. O sobrado com quatro portas altas em arco, à esquerda, está hoje sendo utilizado como drogaria. No canto superior direito passa a Rua Esteves Júnior.
29c. Sem data. O sobrado, à esquerda, é o nº 26 da Rua Esteves Junior, sentido Rua Conde de Baependi. Ainda hoje está de pé.
Rua Cosme Velho / Águas Férreas
30. 1855/56. Litografia atribuída a Pieter Godfried Bertichen. O artista retratou o local conhecido como "Águas Férreas", assim conhecido devido as águas límpidas do Rio Carioca que descem de Santa Teresa. Vemos a bica (ou Fonte de Águas Férreas) que servia a população para todo e qualquer fim, dado que na época não havia sistema de abastecimento de água como conhecemos hoje. É o local exato onde a Rua Cosme Velho bifurca com a Ladeira dos Guararapes (à esquerda). Não se deve confundir esta bica com a Bica da Rainha, localizada mais abaixo da mesma Rua Cosme Velho (foto 37). A Estação do bonde Águas Férreas ficava onde hoje existe a alça de acesso ao Túnel Rebouças de quem se dirige à Zona Sul. Sua estrutura abandonada e em ruinas ainda está lá em total deterioração, em local de difícil acesso, atrás do Largo do Boticário.
31. Imagem recente extraída do Google Maps, mesmo local visto na foto anterior. Estamos um pouco depois de passar por baixo do viaduto que une as duas galerias do Túnel Rebouças.
31a. Cerca de 1870.
31b. Sem data.
31b. Sem data. Ampliação da foto anterior. No final da Rua Cosme Velho ficava o ponto final do bonde "Águas
Férreas". Ali fazia o retorno na rotatória (observar a direção dos trilhos) e descia
a rua em direção ao Tabuleiro da Baiana, no Largo da Carioca.
32. 1958. O prédio construído no local da bica continua de pé ainda hoje.
33. 1887. Rua das Laranjeiras em trecho conhecido como "Curva da Bica". Notar o Rio Carioca
ainda a céu aberto, passando à esquerda.
34. 1886. Rua Cosme Velho em trecho indeterminado.
35. 1919. Não foi possível identificar o trecho.
35a. Sem data. Rua Cosme Velho, nº 48. Residência do famoso escritor Machado de Assis (1839-1908) entre 1883 até sua morte. Nela escreveu a maior parte de sua obra literária.
35b. 1939. Anos depois a velha casa foi demolida para a construção deste casarão que também deixou de existir para dar lugar a um grande prédio de apartamentos nas proximidades do Colégio São Vicente de Paulo.
36. Anos 50. Rua Cosme Velho.
Bica da Rainha
37. 1906. Rua Cosme Velho, nº 361.
Colégios / Igrejas
38. 1959. Colégio São Vicente de Paulo, localizado à Rua Cosme Velho, nº 241.
38a. Anos 50. Bonde da linha 3 (Tabuleiro da Baiana-Águas Férreas) subindo a Rua Cosme Velho. Ao fundo vemos o Colégio São Vicente de Paulo em construção.
38b. 1959. Ônibus escolar deixa alunos em frente ao colégio.
38c. Anos 50. Colégio Sion, Rua Cosme Velho, nº 98.
39. Cerca de 1970. Rua Cosme Velho em local indeterminado.
39a. Cerca de 1900. Trecho próximo ao Colégio Sion (nº 98) e a Casa do Minho (nº 60).
40. 1982. Igreja de São Judas Tadeu. Rua Cosme Velho, nº 470.
Largo do Boticário
41. Sem data. Um local que parou no tempo cujo acesso se dá pelo Beco do Boticário onde há uma ponte sobre o Rio Carioca, um dos raros trechos onde o rio pode ser visto a céu aberto. Nos anos 20 foram construídas residências em estilo neocolonial que permanecem de pé ainda hoje, embora tenham se deteriorado com o tempo e ameaçavam desabar. As casas foram restauradas recentemente e o largo foi revitalizado pela iniciativa privada hoteleira, Rede Accor, a fim de instalar um multiuso hostel de nome "Jo&Joe".
41a. Anos 50. Notar os charmosos postes de iluminação na entrada do largo, após a ponte sobre o Rio Carioca. O chafariz ali instalado desapareceu misteriosante.
41b. 1960. Sem o chafariz.
41c. 1960. A história dos moradores do largo é rica de pessoas famosas e começou a ser habitado em 1831.
42. 1960. Local bucólico onde os visitantes são transportados a um tempo remoto no qual a tranquilidade predomina. Um paraíso cercado pela Mata Atlântica.
42a. Sem data.
42b. Sem data.
42c. Sem data. Péssimo estado de coservação.
43. Foto recente do beco que leva ao largo, na altura dos nºs 228-232 da Rua Cosme Velho, pouco antes da alça de acesso ao Túnel Rebouças.
44. Imagem recente bem ampla extraída do Google Maps antes do começo dos trabalhos de revitalização.
Terminal de ônibus e areedores
44a. 1982. A inauguração do terminal de ônibus do bairro exigiu a desapropriação de cinco imóveis vistos aqui.
44b. Anos 30. Hotel Águas Férreas, um dos prédios demolidos, visto claramente na foto anterior. Rua Cosme Velho, nº 616.
44c. 1982. O terminal de ônibus se localiza um pouco antes da entrada para o Largo do Boticário.
44c. Cerca de 1968. Ao fundo vemos o ponto final dos ônibus elétricos.
44d. Anos 40. Casarão histórico, sito à Rua Cosme Velho, nº 857, quase em frente ao terminal de ônibus.
44e. Foto recente. O casarão histórico deixou de ser a primeira sede do Solar dos Abacaxis, instituição voltada para a educação da arte, em 2022.
Estação da Estrada de Ferro do Corcovado
45. 1884. A estrada de ferro foi inaugurada em 1884 com a participação do engenheiro e futuro prefeito da capital Francisco Pereira Passos.
45a. 1894. À esquerda é o local hoje da Praça São Judas Tadeu.
46. 1890. Rua Cosme Velho, nº 513, em frente a Igreja de São Judas Tadeu.
47. 1907. A Estrada de Ferro do
Corcovado foi a primeira ferrovia eletrificada do Brasil. É
mais antiga do que o próprio monumento do Cristo Redentor. O primeiro
passageiro ilustre a subir o Morro do Corcovado de trem foi o Imperador Dom Pedro II. O trem, na época a vapor, foi considerado um milagre da
engenharia por percorrer 3.824 metros de linha férrea, em terreno totalmente
íngreme. Foi substituído pelo trem elétrico em 1910.
48. Anos 20. Rua Smith de Vasconcelos, na lateral direita da estação. No outro lado, fora da foto, fica a Praça São Judas Tadeu.
48a. Cerca de 1922.
48b. 1928.
48c. Sem data.
48d. Cerca de 1900. Os fundos da estação. A Rua Efigênio Sales ainda não havia sido aberta.
49. 1966. Passageiros aguardam a partida do trem.
Hospital Silvestre
49a. Cerca de 1941. Hospital Adventista Silvestre em construção. Ladeira dos Guararapes s/nº. No alto está o Cristo Redentor no Morro do Corcovado.
Túnel da Rua Alice
50. 1886. Inaugurado em 1887, liga os bairros de Laranjeiras (pela Rua Alice) ao do Rio Comprido (pela Rua Barão de Petrópolis), através do Morro dos Prazeres. É o túnel mais antigo da cidade.
52. Sem data. Na época, era o único meio de se chegar a Zona Sul sem passar pelo centro.
53. 1952. A única galeria do túnel passou por obras de ampliação em 1950, passando a ter 229 metros de extensão e 10 de largura. Suas bocas também tiveram seus formatos alterados para linhas mais modernas. Nova iluminação foi instalada além de guarda-corpos na passagem de pedestre pelas laterais.































































































Parabéns pelo trabalho!
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