1. 1862. Estamos no Largo da Lapa vendo a entrada da Rua do Passeio. À direita está o Passeio Público e no alinhamento das construções identificamos o velho prédio da Biblioteca Nacional (o maior no centro, depois Escola de Música da UFRJ), o antigo STF, (depois Cassino Fluminense e Automóvel Clube do Brasil) e, por fim, o prédio baixo onde funcionava a Imprensa Nacional (antigo Solar do Conde da Barca)
2. 1892. Foto oposta à anterior. Da esquerda para a direita: Biblioteca Nacional, STF (depois Automóvel Clube do Brasil) e Imprensa Nacional, antigo Solar do Conde da Barca.
3. 1902. Uma aproximação do prédio da Biblioteca Nacional que funcionou neste local de 1855 a 1910. O acervo da biblioteca foi trazido para esta construção em 1858. Rua do Passeio, nº 60. Com o ininterrupto aumento do número de volumes a acomodar foi necessária a construção de um prédio próprio a fim de estocar adequadamente. Neste sentido foi construído o atual prédio da instituição na Av. Rio Branco em 1910 para onde todo o acervo foi trnasferido. Vide detalhes aqui.
4. Cerca de 1900. Uma visão interessante da biblioteca ao nível de sua calçada. Na sequência visualizamos a esquina da Rua Mem de Sá e do outro lado a quadra que antes existia a qual foi demolida nos anos 70 para as obras de modernização do Largo da Lapa.
5. 1916. Imagem frontal do prédio da Biblioteca Nacional. Observar a curva feita pelos trilhos de bonde em direção à Rua do Passeio.
6. Sem data. Esta foi a sede da primeira Imprensa Nacional (antigas Imprensa Régia e sede do Ministério da Justiça) em 1808 por decreto do príncipe Regente D. João VI após a chegada da corte portuguesa ao Brasil. Após algumas mudanças de endereço instalou-se na atual Av. Treze de Maio (antiga Rua da Guarda Velha), em prédio próprio, até fins de 1940.
7. 1906. Vemos a entrada da Rua do Passeio vista pelo Largo da Lapa. Vide foto 1.
8. Sem data. Novamente o mesmo trecho. Ao que parece o prédio da Imprensa Nacional (Solar do Conde da Barca) estendia-se até a entrada da Rua das Marrecas, ou quase lá.
8a. Sem data.
8b. Sem data.
10. Este é o prédio da Escola de Música da UFRJ resultado da reforma concluída em 1922 da antiga Biblioteca Nacional, onde já funcionava a instituição de ensino desde 1913.
10a. Provável anos 30. Rua do Passeio, nº 98.
10b. Começo dos anos 50. Os veículos à esquerda acabam de passar pela Rua Teixeira de Freitas em direção à Rua Mem de Sá.
11. Sem data. A Escola de Música em foto frontal.
12. Anos 30 do prédio do Automóvel Clube do Brasil (ACB). Em 1845 estabeleceu-se no local (antiga residência do Marquês de Barbacena) o Cassino Fluminense um dos mais importantes salões do Império, palco dos principais bailes da corte. Entre 1855 e 1860 a edificação sofreu reformas de grandes proporções que lhe deu o aspecto atual. Em 1900 o local passou a abrigar o pequeno Clube dos Diários cujos membros eram alguns raros proprietários de carros. Em 1924 o clube se fundiu ao Automóvel Clube e passou por mais reformas internas. Em 1965 a construção foi tombada, hoje pertence ao município, todavia não tem função definida, embora haja muitos projetos para o espaço.
12b. 1925. Uma imagem do ACB vista do interior do Passeio Público sem grades.
12c. Provável 1958. Esta foto incomum revela na lateral direita o Museu de Arte Tudor Procopio que funcionou no local do antigo Solar do Conde da Barca, ao lado do prédio do Automóvel Clube do Brasil. Antes do museu de arte, funcionou ali provisoriamente o Museu de Cera. Rua do Passeio, nº 84.
12d. Encontramos este desenho do citado solar já algo modificado em suas características, principalmente no telhado.
12e. São raras as fotos desta construção em estilo greco-romano. Não durou muito.
13. 1937. Nos dias atuais o prédio encontra-se abandonado há quase 20 anos.
13a. 1962. Aqui vemos as construções do iníco da Rua do Passeio. No centro da imagem temos os prédios da Escola de Música e do Automóvel Clube do Brasil. A seguir notamos um terreno vazio onde existia o extinto Solar do Conde da Barca. O local hoje permanece abandonado. Por fim, no canto inferior esquerdo, vemos a parte alta da estação de bondes do Largo da Lapa.
14. 1929. A entrada da Rua das Marrecas (antiga Travessa das Belas Noites). O fotógrafo está de costas para o portão do Passeio Público. Ao fundo o Morro de Santo Antônio.
14a. 1905. No prédio de esquina com Rua das Marrecas havia uma fábrica de flores ornamentais conforme se lê no letreiro.
14b. 1925. O mesmo local mostrado acima. O prédio em detaque agora é da Fiat.
15. 1906. Agora estamos na esquina da Rua do Passeio com Rua Senador Dantas (não visível à direita).
15a. Observando bem, podemos assegurar que esta foto e a anterior foram tiradas em sequência no mesmo dia.
16. 1906. Uma perspectiva em profundidade da Rua do Passeio em ângulo superior ao da foto anterior.
16a. 1937. Notar o Cinema Palácio na lateral direita e, logo após, o Ed. Mesbla ainda em construção. Vide foto 24.
17. Anos 30. Esta é a entrada da Rua Senador Dantas pela Rua do Passeio.
17a. 1906. No mesmo trecho da foto anterior, vemos que nada mudou em mais de 24 anos, exceto a altura das árvores.
17b. Sem data. Encontramos esta foto do prédio da esquina, visto nas duas fotos acima. Residência Etorre Ferreira.
18. 1906. Esta rara foto mostra a Rua do Passeio ao fundo. A sombra à direita pertence ao, ainda de pé, Convento N. Sra. da Ajuda. À esquerda vemos o antigo casario existente sendo derrubado para a instalação dos jardins ao lado do Palácio Monroe, futura Praça Mahatma Gandhi.
19. Cerca de 1910. A praça já pronta, vendo-se ao fundo a entrada da Rua Senador Dantas e, à esquerda, as árvores do Passeio Público. Curioso observar, na extrema direita, parte da lateral do Convento da Ajuda ainda de pé.
20. Cerca de 1912. Esta foto mostra a área onde erguia-se o Convento da Ajuda cercado parcialmente para receber o Parque Centenário que ali se instalou por algum tempo.
21. A mesma foto acima em sua grandeza original revela grande parte da Praça Floriano (Cinelândia). Observar à direita a forma original triangular da praça e ao fundo o Morro de Santo Antônio.
21a. Anos 30. Esta rara fotografia revela a construção de quatro andares de propriedade da Igreja Católica em local onde antes existia parte do Convento da Ajuda voltado para a Rua do Passeio, esquina com Rua Álvaro Alvim. Era o conhecido Ed. Alhambra que possuia um grande cinema com o mesmo nome (1932-1939), restaurante, american bar, armazém, crèmerie, casa de chá, choperia, salão de bailes, hospedagem, terraço, escadas rolantes e ar condicionado. Este grande centro de diversões, único do Brasil em sua época, precocemente desativado no começo de 1940, foi palco de um grande incêndio que destruiu grande parte de suas instalações. Na sequência o prédio foi demolido e em seu lugar foi erguido o enorme Ed. Francisco Serrador com seus 23 andares. O prédio ainda existe e tem como endereço: Praça Mahatma Gandhi, nº 14, antiga Praça Getúlio Vargas. Vide foto 33.
21b. Foto panorâmica de 1935. Ela é interessante por mostrar o prédio citado na foto anterior. Ele encontra-se à direita do Palácio Monroe e à esquerda do Ed. Odeon.
22. 1958. É o local diante do prédio da Mesbla. Notar a grande quantidade de pontos de ônibus existentes na calçada ao lado do Passeio Público e à direita os prédios do Automóvel Clube e da Escola de Música.
23. 1956. Tomada frontal do Cine Palácio, ao lado do edifício da antiga Loja Mesbla. Desde 2016 funciona no local o Teatro Riachuelo Rio na preservada construção datada de 1890.
23a. Cerca de 1959.
23b. O mesmo dia da foto anterior.
24. Cerca de 1963. Inaugurado em 1928 o cinema Palácio durou 80 anos até 2008. Observar ao fundo o letreiro vertical do cinema Metro Passeio (foto 26).
24a. 1971. Rua do Passeio, nº 38.
25. Anos 80. A sala de projeção do Cine Palácio foi dividida em duas, seguindo a tendência dos cinemas da época. Observem os transeuntes - usar calçada pra que?
25a. 1994. A bela fachada do prédio foi de forma insana ocultada.
26. 1957. Momento pós temporal na Rua do Passeio em frente ao Cinema Metro Passeio (fundado em 1936). A esquina seguinte é a Rua das Marrecas. Ao fundo vemos o letreiro vertical do Cine Plaza (foto 29). Havia três cinemas nesta rua.
26a. O mesmo dia da foto acima.
26b. Sem data. Imagem oposta à anterior.
27. 1959.
27a. Cerca de 1960. Uma extravagância da época: "Ar condicionado perfeito"!
28. 1987. Em 1962 o cinema fechou, foi reformado e reabriu em 1969 com outra denominação, Metro Boavista (o prédio abrigava a sede da extinta Seguradora Boavista) e pouco tempo depois desta foto seria desativado. Hoje ergue-se no local o Edifício Empresarial Passeio, nº 62.
28a. Cerca de 1981.
29. 1955. Cine Plaza, localizado no nº 78 da via. O cinema foi inaugurado em 1937 fechando as portas em 1980 em meio a crise do setor. Ficou anos degradado e entregue às baratas. Adquirido por um grupo investidor foi totalmente modernizado, porém manteve suas características externas originais. Atualmente é o Ed. BVEP Nigri Plaza, ocupado por escritórios.
29a. 1975. Produção brasileira tipo "pornochanchada" atraindo público masculino.
29b. 1975. A entrada do cinema em alto estilo: acabamento de mármores nas escadas, bilheteria e paredes.
29c. Anos 70. Tomada do alto do prédio. Trânsito na Rua do Passeio, pontos de ônibus e parte de uma alameda do Passeio Público.
29d. Provável anos 70. Aqui, nesta tomada em profundidade, é possível identificar os três cinemas da rua.
29e. 1936. À esquerda do prédio vemos a antiga construção descrita nas fotos 12c e 12d.
29f. 1941. Esta interessante foto nos mostra aspectos raros: Passeio Público sem grades, Rua do Passeio em mão dupla e uma curiosa cabine para guarda de trânsito.
30. 1966. Esquina da Rua do Passeio com Rua Senador Dantas (vide foto 32). No alto a torre do relógio do Ed. Mesbla (erguido em 1934). À direita o Ed. Francisco Serrador na esquina da Rua Álvaro Alvin (não visível). À esquerda as árvores do Passeio Público e no canto inferior esquerdo parte da futura Praça Mahatma Gandhi. Ampliando a imagem é possível identificar ainda o Cinema Palácio. Observar, por fim, o estacionamento de veículos improvisado no centro do cruzamento das citadas vias.
30a. Anos 60. Ônibus elétricos "chifrudos" parados no ponto existente na rua.
31. Anos 70. Calçada da Rua do Passeio entre o Cinema Metro Boavista e a Mesbla. A dificuldade de comunicação por telefone marcou uma geração. Hoje estes antigos "orelhões" são peças de museu.
32. 1955. As pessoas estão na Rua do Passeio esquina com Rua Senador Dantas. Ao fundo está a Sorveteria Americana, no térreo do Ed. Francisco Serrador e, mais adiante, a Estação de Bondes da Cinelândia, situada ao lado do prédio do Cine Odeon. Em breve ela seria demolida.
33. Este é o Ed. Francisco Serrador visto frontalmente a partir dos jardins do entorno do Palácio Monroe. À esquerda está a Rua Senador Dantas e, à direita, a estreita Rua Álvaro Alvim. O prédio foi construido nos anos 40 como hotel, possuindo 350 suítes e foi considerado o maior da América Latina na época. No primeiro andar instalou-se a famosa boate "Night and Day". Nos anos 70 o hotel encerrou suas atividades e o proprietário vendeu o prédio para a Petros, a fundação de seguridade da Petrobrás. Atualmente a construção, embora em bom estado, está sem uso, depois de ter sido alugado pelo falido empresário Eike Batista.
34. Final dos anos 40. O destaque para a estação de bondes da Cinelândia, citada na foto 32. Observem a diversidade de propagandas que havia nas partes mais altas. Isso foi uma constante em todas as estações espalhadas pela cidade. Neste ponto a Rua do Passeio termina.
35. Anos 50. Aqui os pedestres atravessam a Rua Álvaro Alvim, vendo-se no alto direito a estação de bondes da Cinelândia, em frente ao Ed. Odeon, citado na foto anterior.
36. Cerca de 1960.
37. 1963. Trágico incêndio no Ed. Astória, localizado na Rua Senador Dantas, nº 14. O Astória era um prédio comercial colado atrás do Hotel Serrador (vide foto 33) e, na hora do sinistro, pela manhã, muitas pessoas estavam trabalhando no local. O fogo começou num estúdio de dublagens instalado no 13º andar e logo se espalhou deixando algumas pessoas sem saída nos andares acima até o último andar, o 22º. O Ed. Astória faz esquina com a espremida Rua Embaixador Régis de Oliveira e o salvamento das pessoas encurraladas pelo fogo deu-se através de uma ponte improvisada com frágil escada entre o Ed. OK, situado na outra esquina da citada rua. Nem todos tiveram sucesso e quatro pessoas caíram na perigosa tentativa ou se jogaram tomadas pelo pânico. Houve ainda cerca de trinta feridos. Nesta foto, se destaca o Hotel Serrador, na Rua do Passeio, com a densa fumaça do Ed. Astória atrás. A esquerda do hotel vemos a Rua Senador Dantas e à direita a estreita Rua Álvaro Alvim. Mais à direita está o Ed. Odeon com a Estação de Bondes em sua portaria. No alto à direita está a Biblioteca Nacional na Av. Rio Branco, em frente à Cinelândia. Muitos populares acompanham o incêndio e o resgate das vítimas. O Astória sofreu danos estruturais sérios, mas foi totalmente recuperado e vendido a um grupo hoteleiro que alí instalou o Windsor Astúrias Hotel. O Ed. OK (Rua Senador Dantas, nº 22), tempos depois, transformou-se também no atual Hotel OK. Não se pode encerrar esta postagem sem elogiar o excelente trabalho do Corpo de Bombeiros do então Estado da Guanabara que, apesar das enormes dificuldades encontradas, conseguiu savar dezenas de pessoas.





































































Nenhum comentário:
Postar um comentário