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terça-feira, 31 de março de 2020

PRAÇA 15 - Cais Pharoux

1. Cerca de 1880. Vemos um trecho do Cais Pharoux. Estamos na baía exatamente diante da Praça 15 (antigo Largo do Paço). O nome do cais deve-se a um rico empresário francês, Louis Pharoux, que emigrou para o Rio em 1816 e a quem se deve a abertura do primeiro hotel decente do país nas imediações deste trecho, mais precisamente na extinta Rua Clapp (antiga Rua Fresca), em 1838. O Hotel Pharoux, com o passar dos anos, deu nome ao antigo cais, chamado de Cais da Praça do Carmo (ou Cais do Paço), aberto para uso ao redor de 1850. Estendia-se da Praia de Dom Manuel (atualmente Praça Marechal Âncora) até a Praia do Peixe (depois Cais do Peixe).

2. Cerca de 1860. Uma das raras fotografias do Hotel Pharoux, datado ao redor de 1825, citado na imagem anterior. O fotógrafo está de costas para a baía. O hotel ficava próximo da Praia de Dom Manuel (que deu nome a rua existente até hoje, vide postagem à parte aqui). Anos mais tarde o casarão passou a ser a sede da Casa de Saúde Dr. Catapreta, entretanto voltou a abrigar outro hotel sem o luxo de outrora. Em 1959, abandonado, foi posto abaixo para a passagem do Elevado da Perimetral.
 
2a. 1862. Hotel Waltz, fundado em 1858, localizado diante da Praia de Dom Manuel. Não temos informações a respeito de sua real posição em relação ao Hotel Pharoux, citado acima.

2b. 1841. Tela de Adolphe D'Hastrel. O mesmo local anterior.
 
2c. 1890. A chaminé vista ao fundo pertencia a Cia. City do Rio de Janeiro de Esgotos. Ela aparece em várias fotos desta postagem.

3. 1895. Esta é a escada de acesso ao cais, local de embarque e desembarque. Este cais era o porto de chegada à cidade dos viajantes marítimos. Os navios ficavam ancorados ao largo da baía e seus passageiros vinham em embarcações menores até aqui.
 
3a. 1911. Comitiva desce as escadas do cais para embarcar.

4. 1914. Foto colorizada.

5. 1918. Idem.

6. 1907. Na extrema direita a Ilha das Cobras ainda sem acesso por ponte. 
 
6a. 1908.
 
6b. 1913. Embarque de passageiros. 
 
7. Imagem oposta sem data. A mureta e os característicos postes sempre presentes.

8. Anos 20. Observar os torreões do Mercado Municipal (vide postagem aqui) ao fundo da imagem. A Estação das Barcas está coberta pelas árvores, contudo é possível visualizar barcas atracadas.

8a. Anos 20. Imagem do mesmo ângulo da foto anterior, porém mais aproximada. Vemos pessoas deixando o portão da Estação das Barcas em direção ao Cais Pharoux. Ao fundo um dos torreões do antigo Mercado Municipal (de 1907).

8b. 1921. Mesmo ângulo das duas fotos anteriores mostrando os efeitos de uma forte ressaca no cais. Observar que a balaustrada foi destruída.

8c. 1917.
 
8d. Imagem extraída de cartão postal sem data conhecida.

8e. Cerca de 1927. Imagem de cartão postal.
 
8f. 1925.
 
9. Sem data, mas com a Estação das Barcas (vide postagem aqui) bem visível, ao fundo.

10. Eis os jardins da Praça 15 diante do Cais Pharoux.

10a. Imagem obtida, ao que parece, de uma das janelas do Ministério da Agricultura, em direção ao Cais Pharoux. No fundo vemos a Ilha das Cobras.

11. Uma panorâmica frontal do cais, sem data, vista da baía. Ampliar clicando na imagem, e veremos à esquerda o antigo prédio do Ministério da Agricultura, a Cadeia Velha, o Paço Imperial, o Convento dos Carmelitas (meio encoberto pelas árvores) e, ao centro, as igrejas vizinhas da Rua Primeiro de Março, diante da Praça 15.
  
12. 1904. Imagem oposta a anterior. Os trilhos de bonde vistos, certamente, passam pela lateral do Paço Imperial e, neste ponto, viram à direita para chegar à Estação das Barcas (não visível). O canteiro de obras, ao centro, pode indicar o começo da construção do novo prédio da estação. Ao fundo, na baía,  a Ilha Fiscal.

13. Sem data. O movimento de embarque de mercadorias era intenso no cais. 

14. E atraía muitos curiosos e desocupados.

15. Anos 10. Cartão postal.
 
16. 1911. Intenso movimento de pessoas na beira do cais. Algum grande navio parece ter zarpado.

17. Finalizamos com este mapa auto explicativo de toda a região do Cais Pharoux. Ainda hoje há vestígios do antigo atracadouro na atual Praça Marechal Âncora, próximos ao Restaurante Ancoramar. As típicas escadas laterais e os pontões para amarradura de embarcações ainda estão lá.

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