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segunda-feira, 30 de março de 2020

PRAÇA 15 - Estação das barcas e arredores

1. Cerca de 1865. O início das operações de transporte de passageiros pela Baía de Guanabara começou, efetivamente, em 1835, ou seja existe há 190 anos. É considerado o serviço de transporte de massa mais antigo do país.

2. 1862. Tela mostrando o aspecto da estação da Cia. Ferry (inaugurada em 1861) e o trânsito de barcas à vapor. O relógio no topo era a sua marca, afinal o relógio de pulso era um luxo ainda inalcançável.

3. Cerca de 1860. Observar a barca atracada no cais. Além de ser à vapor, ainda possuíam velas.

4. 1877. A estação já se expandira para as laterais e em profundidade, em função, é claro, do aumento de passageiros que atravessavam a baía com destino à Niterói, e vice-versa.

5. 1894. Soldados e suas cargas se preparam para travessia. Notar o casario à direita, decerto, bem próximo ao Hotel Pharoux, aqui não visível.

6. 1904. Foto, obtida, ao que parece, de alguma barca afastada da estação. O grande prédio, no centro, é o Ministério da Agricultura, Viação e Obras Públicas. Colado à sua esquerda vemos uma das torres da Igreja de São José. Um pouco mais à esquerda vemos a Estação das Barcas pela sua lateral. Observar que seu característico relógio tinha duas faces.

7. 1905. Observar os detalhes importantes ao redor da estação. Bem no cantinho inferior direito, está uma pequena parte alta do Paço Imperial e a praça com o coreto nos fundos. No mesmo lado direito, um pouco mais acima, a parte de trás do Ministério da Agricultura. No centro da imagem, a Estação das Barcas vista frontalmente. Pelo ângulo visto, é possível que esta foto tenha sido clicada do alto de uma das torres da Igreja da Ordem Terceira de N. Sra. do Monte do Carmo, na Rua Primeiro de Março.

8. Cerca de 1907.

9. 1904. Barca se aproximando para atracar na estação. Ao fundo observamos as famosas igrejas vizinhas na Praça 15 e à esquerda do relógio da estação o prédio do Ministério da Agricultura.

10. Sem data. Parte da nova estação, aqui vista, ao lado da velha, foi inaugurada em 1906. 

11. 1908.
 
12. Sem data. Vemos a construção da segunda parte da nova estação no exato local da antiga.
 
13. Cerca de 1915. Imagem extraída de cartão postal.
 
14. 1920.

15. 1910. Esta construção foi preservada e resiste até os dias atuais. 
 
16. Anos 20.

17. 1930.

18. 1929. Desembarque de passageiros. Quiosques no alto da barca ...
 
19. Flagrante do interior da barca. Parece ser uma sala de refeições.

20. 1915. As condições de segurança eram mínimas. Havia coletes salva-vidas em compartimentos suspensos à bordo e nada mais. Viajava-se de pé em qualquer lugar. Isto durou décadas.

21. 1934.
 
22. Sem data.
 
23. Anos 50. Desembarque de passageiros.

24. Anos 50. Uma panorâmica mostrando, além do trânsito intenso diante da estação, um dos torreões do Mercado Municipal atrás e parte do Aeroporto Santos Dumont ao fundo.

25. 1958. As obras de construção do Elevado da Perimetral se aproximavam do trecho próximo à estação. Observar, no canto inferior esquerdo, o Chafariz do Monroe ainda no local.
 
26. 1965. Filas de passageiros à espera de ônibus em direção à Central e Zona Norte.

27. 1967. No canto superior direito, o elevado já aberto ao trânsito e, ao lado, o terreno onde existia o Mercado Municipal sendo utilizado para estacionamento de veículos. 
 
28. 1966. Imagem extraída de filme, obtida das pistas do Elevado da Perimetral.

29. Provável anos 60.
 
30. 1970. Destaque para o "quadrado" da Praça 15 em primeiro plano.
 
31. Sem data.

32. Sem data. Observar a estátua equestre de D. João VI dominando a área. Foi instalada ali em 1965 e permanece ali ainda hoje.
 
32a. 1976. Close-up do monumento. 

33. 1972. O entorno da estação: a Perimetral, o prédio do antigo Ministério da Agricultura, o Restaurante Albamar e o estacionamento ao redor.
 
34. Cerca de 1976.
 
35. 1972. Sempre existiu uma grande circulação de pessoas em frente à Estação das Barcas (fora da foto à esquerda) para aqueles que buscavam ônibus ou somente atravessar a rua. As duas pistas aqui vistas, cujo canteiro central está em obras, seguem o trânsito rumo à Av. Presidente Vargas. A da direita, embora não apareça, está encoberta pelo Elevado da Perimetral. Esta situação, meio caótica, desapareceu quando foi construído o "Mergulhão" que deslocou o trajeto dos ônibus para o seu interior, sob as pistas. 
 
35a. Cerca de 1965.

36. Anos 70. Embora este trecho não seja perto da Estação das Barcas, apresentamos porque é a continuação do trânsito da foto anterior. O fotógrafo está sobre o Viaduto da Perimetral, na descida rumo à Candelária/Av. Presidente Vargas. Os veículos abaixo seguem o mesmo trajeto na Av. Alfredo Agache (atual Orla Prefeito Luis Paulo Conde), após passar diante da estação, fora da foto, ao fundo. A construção à esquerda pode ser vista na lateral direita da foto 18.
 
36a. 1972. Av. Alfredo Agache, próximo ao Tribunal Marítimo. 
 
37. 1988. Foto obtida do alto da passarela. Este ângulo é o lado oposto da foto anterior, pista sentido Aterro/Zona Sul. No canto inferior direito está a entrada da Rua da Assembleia. Os prédios à direita são, pela ordem: anexo a Alerj (ex Ministério dos Transportes, local do extinto Ministério da Agricultura); Museu Naval (antigo Clube Naval); Escola de Magistratura do RJ - EMERJ e Centro Cultural do Poder Judiciário (antigo Tribunal de Justiça).

38. Anos 70. O mesmo trecho da foto anterior, porém obtida ao nível da pista. No canto superior esquerdo está o Viaduto da Perimetral e, acima do ônibus, a passarela de pedestres citada antes. Muitos pedestres não a respeitavam.
 
38a. 1972. Concorrido ponto de ônibus da Praça 15 sentido Zona Sul. Observar na lateral direita os fundos do antigo prédio do Tribunal de Justiça e, no alto ao fundo, a construção remanescente da Expo 1922 do Pavilhão dos Estados Brasileiros utilizado depois como sede do Ministério da Agricultura que em 1978 seria demolido.
 
39. 1970. Barca "Ipanema". Este tipo de embarcação, produzida em 1958, fez o serviço de transporte de passageiros entre Rio e Niterói até os anos 90. 
 
40. Provável anos 80. Barca "Icaraí" se aproximando do deck para desembarque.

41. Anos 80. Uma alternativa para quem desejava atravessar a baía mais rápido foi a introdução dos aerobarcos, contudo esta idéia não durou muito, pois a poluição das águas, com lixo flutante, constantemente danificava o motor das embarcações.
 
42. Cerca de 1978. Uma cena comum: fila para falar nos "orelhões". Estes dois estão em frente à Estação das Barcas (à direita, fora da foto). Observar, ao fundo, a estátua equestre de D. João VI, já citada.
 
43. 1976.

44. 1976.
 
45. Cerca de 1975. Vemos uma passarela recém construída sob a Perimetral para evitar que pedestres atravessassem as pistas (Av. Alfred Agache, vide foto 38). Pelo outro lado do elevado, aqui não visível, esta passarela tinha a rampa de acesso à poucos metros do portão de entrada do Paço Imperial! Nos anos 90 foi aberta uma passagem subterrânea para os veículos nos dois sentidos, o chamado "Mergulhão" (Túnel Engenheiro Carlos Marques Pamplona), liberando a superfície somente para transeuntes. A passarela, então, perdeu a razão de ser e foi demolida. Um alívio para a estética local. Como curiosidade destacamos o prédio mais à direita onde funcionava, na ocasião, a Superintendência do Desenvolvimento da Pesca - Sudepe, criada em 1962 e, do outro lado, colado ao elevado, está o extinto prédio da Bolsa de Valores do RJ, de 1938.

46. Anos 70. Observar, caro visitante, que um "puxadinho" (visto aqui à esquerda) foi adicionado a fim de se adaptar à crescente demanda de passageiros à estação, ficando o prédio antigo para o desembarque. Veja que a passarela termina/começa em frente às bilheterias. Em 2014 o "Mergulhão" foi fechado a fim de fazer parte da grande obra de revitalização de toda a região portuária, a qual, inclusive, previa a derrubada completa da Perimetral. Abriu-se o novo Túnel Prefeito Marcelo Alencar, ligando a Av. Rodrigues Alves ao Aterro do Flamengo incorporando o trecho do antigo "Mergulhão".
 
47. 1991.

48. Provável começo dos anos 70.

 
49. Não devemos esquecer que até 1974, quando a Ponte Costa e Silva (Rio-Niterói) foi inaugurada, havia transporte de veículos pela baía através de barcaças apropriadas. Pagava-se por veículo, portanto era comum alguém pedir "carona" em algum carro somente com o motorista. A travessia era sem a frequência das barcas de passageiros e só zarpava com a lotação completa, ou seja, demorava mais. Ao fundo vemos a ponte em final de construção e a Ilha Fiscal na extrema esquerda.

50. Anos 70, próximo à Niterói.

51. Veículos de todas as espécies dividiam, apertados, o espaço  e, as pessoas, não tinham qualquer conforto. Era preciso sair do carro para fugir do calor insuportável. Observem, existiam apenas duas balsas salva-vidas que deveriam comportar, no máximo, dez pessoas cada.
 
52. 1971. Na lateral direita vemos o torreão remanescente do extinto Mercado Municipal que se transformou no Restaurante Albamar.
 
53. 1962. Rampa de chegada.

54. 1959. Após a Revolta das Barcas, o serviço de transporte marítimo entre as cidades ficou muito deficiente. Nesta foto vemos uma barcaça exclusiva para transporte de veículos sendo utilizada também por passageiros. Observar a superlotação e o risco ininente de acidentes.
 
55. 1969. Veículos em fila aguardam para embarcar nas barcaças. Ao fundo a Ilha Fiscal.

56. 1969.
 

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